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Síndrome de Down - É preciso olhar para o horizonte!

Síndrome de Down e a aprendizagem

Não tenha preconceito de trabalhar com estas crianças especiais que precisam apenas de carinho, atenção e respeito de nossa  sociedade. A lei garante um apoio pedagógico individual  e você como professor ou  professora pense em novas estratégias de ensino, afinal qual é o nosso compromisso quanto educador?
O processo de alfabetização da pessoa com Síndrome de Down é o resultado de um amadurecimento psíquico, físico e motor. As atividades são realizadas através dos programas de Estimulação Precoce, Apoio Pedagógico, Alfabetização e Iniciação Profissional.
As atividades de estimulação devem começar desde o nascimento, sendo que a participação ativa da família é decisiva para seu desenvolvimento integral. O indivíduo com Síndrome de Down passa pelas mesmas etapas consideradas normais no desenvolvimento cognitivo, sensório-motor, operações concretas e operações formais.
A limitação cognitiva presente na síndrome (que varia de pessoa para pessoa) altera o ritmo de aprendizagem, o processamento de informação, a memória visual e auditiva, a atenção e também a motivação.
No processo de aprendizado, o professor pode utilizar em sua prática escolar de materiais que contenham objetos concretos e/ou situações da vida real antes de introduzir conteúdos novos e conceitos abstratos, deve-se utilizar temas comuns a várias áreas, de forma a integrar as informações. (Adaptações curriculares, contextualizado, interdisciplinar).
O desenvolvimento do ser humano é contínuo, desde a concepção à vida adulta, sendo que o mesmo se processa na integração com outras pessoas. Alguns teóricos acreditam que o processo de desenvolvimento da criança é gradual e contínuo; outros, que o processo é graduado em etapas, com mudanças repentinas.
Ambos concordam que o desenvolvimento é um processo integrado, que abrange todos os aspectos da vida humana. O aluno que apresenta comprometimento nas áreas de desenvolvimento mostra dificuldades de aprendizado, necessitando de atendimento educacional adequado, visando garantir seu atendimento integral.

Em ambiente escolar crianças com Síndrome de Down interagem melhor

Publicado em Educação e Comportamento – 17/09/2009

São Paulo – Seis crianças com Síndrome de Down e mais seis com desenvolvimento típico – isto é, sem comprometimento motor, cognitivo e sensorial – foram filmadas em quatro baterias, de 15 minutos cada, no ambiente de cinco escolas diferentes da rede municipal de ensino em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O resultado foi que as características de interação social dos dois grupos são semelhantes. O trabalho foi coordenado pela terapeuta ocupacional Patrícia Páfaro Gomes Anhão, em pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP).
Dentre as habilidades interpessoais, foram observadas a interação com outra criança, com o adulto, com objetivos, disputa de atenção da educadora, ocorrência de brigas ou agressões, a existência de autodefesa, o estabelecimento de contato inicial com outras pessoas, o brincar junto – com objetos diferentes e com o mesmo tipo de objeto. Já entre as habilidades de autoexpressão, foram analisadas o choro, o riso, ficar sozinho, cantar, imitar outras crianças e imitar a educadora ou os pais.
Em apenas dois comportamentos as crianças com a síndrome se diferenciaram do grupo com desenvolvimento típico: elas imitaram outras crianças com maior frequência. “Eles observam e copiam mais, mas de um jeito próprio. Esses resultados condizem com o que já foi descrito na literatura”. E, quanto ao comportamento de estabelecer contato inicial, o grupo com desenvolvimento típico apresentou maior frequência. A pesquisadora disse que talvez isso pode ser explicado pelo fato de as crianças com Síndrome de Down serem mais passivas. “Outros treze comportamentos analisados não apresentaram diferenças significativas.” As informações são da Agência USP de Notícias.
[ + ] Fonte: Terra Ciência e Saúde


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