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Crianças que escrevem e não lêem

Dificuldades Iniciais em Alfabetização
Autora: Michelle Brugnera Cruz

Introdução
     O presente artigo trata das dificuldades iniciais na aprendizagem da leitura. É comum a queixa de que a criança, ao final da alfabetização, escreve, mas não lê.    Com embasamento na Psicologia Cognitiva e nos estudos do Letramento, o artigo tem como objetivo apresentar um estudo sobre a dicotomia da aprendizagem da leitura e da escrita inicial. Primeiramente, faz-se uma revisão do embasamento teórico sobre a aprendizagem da escrita, posteriormente dos processos de leitura e seguindo, faz-se uma análise das dificuldades iniciais que envolvem a não-aprendizagem da leitura.

1 - Aprendizagem da Escrita: Revisitando saberes
     Pelas pesquisas de FERREIRO e TOBEROSKY (1979), sabe-se que a criança já pensa sobre a escrita antes mesmo da alfabetização, isto é, a aquisição da representação escrita se dá por uma psicogênese, um processo de assimilação e acomodação de novas aprendizagens, levantamento de hipóteses e resolução de problemas, muito antes de ingressarem na primeira série do ensino fundamental.
     As cidades se constituem em uma comunidade letrada, que faz uso da leitura e da escrita em práticas sociais e as crianças que convivem nesse meio, logo percebem a importância e o sentido dessas práticas, buscando naturalmente essa aquisição, pensado sobre a escrita, e levantado hipóteses tal qual a humanidade desenvolveu o sistema alfabético.
     Para FERREIRO e TOBEROSKY (1979),
     É extremamente surpreendente ver como a progressão de hipóteses sobre a escrita reproduz algumas das etapas-chaves da evolução da história da mesma na humanidade, apesar de que nossas crianças estejam expostas a um único sistema de escrita. A linha de desenvolvimento vai do pictograma estilizado à escrita de palavras, à introdução posterior de um princípio de “fonetização”, que evolui paulatinamente até as escritas silábicas e depois de uma complexa etapa de transição, culmina no sistema puramente alfabético dos gregos.
     Dessa forma, em suas pesquisas, as autoras identificaram quatro estágios da progressão da escrita, que seria uma filogênese das etapas que a humanidade passou. São elas: a hipótese pré-silábica (desenho como escrita), a hipótese silábica (uma letra representando a sílaba), a hipótese silábico-alfabético (uma letra para cada sílaba com estruturação de sílabas) e finalmente a hipótese alfabética (representação grafema-fonema).

Para CAGLIARI (2003),
     “A alfabetização é sem dúvida, o momento mais importante da formação escolar de uma pessoa, assim como a invenção da escrita foi o momento mais importante da História da humanidade, pois somente através dos registros escritos o saber acumulado pôde ser controlado pelos indivíduos”.
     Dentro desse contexto, é papel da escola infantil oportunizar às crianças um ambiente alfabetizador, que estimule a construção da leitura e da escrita, do pensamento letrado, da utilização da leitura e da escrita cotidianamente de uma forma lúdica.
     É importante que se trabalhe a escrita como uma forma de permitir a leitura.  Escrevemos uma história para que outros a apreciem. Quem escreve, escreve para ser lido. A leitura poder ser trabalhada como a realização do objetivo da escrita, lemos para compreender, para conhecer, para descobrir, para se informar, para lazer e prazer. Mas primeiramente, o leitor irá decifrar, decodificar a escrita, para posteriormente entender a linguagem encontrada, compreender a mensagem do texto, refletir e formar o próprio conhecimento e opinião a respeito do que leu.

2 - Sobre a Leitura: um olhar da Psicologia Cognitiva
     A aprendizagem da leitura não é apenas a aquisição de códigos gráficos, mas a capacidade de elaborar e utilizar a linguagem escrita. A leitura envolve raciocínio, interpretação e compreensão ativa do leitor, aspectos que superam a mera decifração mecânica grafema-fonema. Envolve também aspectos cognitivos, lingüísticos, perceptivos que interagem; é uma tarefa de estratégica que exige atenção e seleção. Tem como pré-requisito o desenvolvimento da consciência fonológica, o desenvolvimento de representações lexicais, uma memória semântica rica (bom número de significados), memória operativa. (manter ativo na memória alguns elementos com significado) e esquemas de conhecimento (conhecimentos prévios).
     Uma das primeiras tarefas da leitura são os processos de percepção visual, o direcionar dos olhos para diferentes pontos do texto. Diferentemente da impressão de que os olhos percebem as palavras de forma linear, contínua, e uniforme através das linhas do texto, os olhos do leitor avançam em pequenos saltos chamados movimentos sacádicos, alterando a fixação.
     É necessário que se trabalhe a análise global das palavras através de métodos analíticos e globais, que levam em conta que na aprendizagem inicial da leitura o pensamento da criança se fixa no todo ante as partes, da mesma forma que é um pensamento funcional, ligado ao significado.
Para acessar o significado, o leitor utilizará duas vias diferentes: a rota fonológica e a rota lexical. A rota lexical é o reconhecimento visual das palavra, é o que ocorre na leitura dos bons leitores que possuem um “dicionário interno de palavras”. A rota fonológica é a identificação grafema-fonema, é a decodificação.
     No ensino da leitura deve-se trabalhar a representação fonológica da palavra e pouco-a-pouco deve-se introduzir a criança na aprendizagem de uma representação visual da palavra que se dá com a prática leitora e com o letramento, articulando as vias fonológicas e lexicais, equilibrando aspectos sintáticos e semânticos, desenvolvendo a compreensão e a capacitação da interpretação.

3 - Dificuldades Iniciais em Leitura
     Seguindo a pesquisa de FERREIRO e TOBERSKY (1979), a criança com escrita alfabética faz uma representação grafema-fonema das palavras.
     O mesmo processo pode não se dar na leitura, uma vez que decodificar através da rota fonológica de leitura pode ser muito cansativo e desestimulante quanto não ligada ao significado textual. Essa forma de leitura se contrapõe ao pensamento global da criança, que estará muito mais preocupada com o que diz o texto do que com a decodificação.
      Uma criança alfabética pode escrever CAXORO, mas ao ter que ler CACHORRO em determinado contexto pode se sentir cansada na decodificação.
      Para a criança pequena, os livros são muito mais do que letras e sons, por isso é fundamental incentivar que a criança se arrisque na rota lexical, através de questionamentos que a levem a pensar sobre o significado e não apenas sobre o som, elaborando hipóteses de leitura. LEMOS (IN: ROJO,) enfatiza a importância da oralidade para iniciar o relacionamento com o texto escrito:
     As práticas discursivas orais em torno de objetos portadores de texto estão na origem das relações que se estabelecem entre a criança e o texto. Através dessas práticas é que o texto deixa o seu estado de “coisa” para se transformar em objeto significado antes pelos seus efeitos estruturantes sobre essas mesmas práticas orais do que pelas propriedades perceptuais positivas. Não se trata aí, portanto, de uma oralidade que desvenda o texto escrito nem que é por ele representada, mas de uma prática discursiva oral que, de algum modo, o significa, isto é, que o torna significante para o sujeito... Assim como o texto oral instaura relações com objetos, relações que são significadas como referenciais, o texto escrito pode entrar em relação com o texto oral. Ganhando uma significação que vem a ser interpretada como referência a ele. Nesse processo de ressignificação que incindiria fundamentalmente sobre cadeias de texto-discursos e não sobre unidades como palavras e sílabas, letras e fonemas – produtos desses processos -, o papel do outro seria, como na aquisição da linguagem oral, o de intérprete. Lendo para a criança, interrogando a criança sobre o sentido do que “escreveu”, escrevendo para a criança ler, o alfabetizado, como o outro que se oferece ao mesmo tempo como semelhante e como diferente, insere-a no movimento lingüístico-discursivo da escrita.
     O trabalho sobre o léxico-visual seria o reconhecimento visual das palavras, para além da decodificação, que pode ser explorada através de práticas discursivas.

     Para GARCIA (1998) uma forma de potencializar a representação léxica das palavras, seria fazer conexões com o significado através da sua correspondência com o grafema. Para isso, podem ser utilizados desenhos e mímica das palavras.

     Segundo KLEIMAN (1998),
     O conhecimento do aspecto psicológico, cognitivo do processo de leitura é importante por que ele pode alertar contra práticas pedagógicas que inibem o desenvolvimento de estratégias adequadas para processar e compreender o texto. .. a relevância desses aspectos do processamento para o desenvolvimento de estratégias flexíveis de leitura é clara. No início, a leitura será muito mais difícil para o leitor e por isso ela fica quase que limitada à decodificação, se o professor não tomar a atividade comunicativa, fazendo comentários, perguntas, enfim, fugindo da forma, já saliente demais devido às dificuldades iniciais do leitor, e focalizando o sentido.
     A não-aprendizagem da leitura também pode estar relacionada com o simbólico da questão. Aprender a ler representa crescimento diante da família e do mundo, exige autonomia e descentramento que questão sendo construídos ainda pela criança pequena. Quando se escreve, se tem o controle da comunicação, sabe-se o que se vai expressar, em contrapartida, na leitura não há esse controle, não se sabe exatamente que mensagem o autor expressou em seus escritos. Ler é uma atividade extremamente complexa, que envolve problemas fonéticos, culturais, ideológicos e filosóficos. Ler é estar em contato com outro, o outro autor, cujo discurso não se possui controle. Assim, “não quero crescer”, “não posso ler o meu papel no mundo”, não posso fazer leituras” influenciam nas dificuldades de aprendizagem na leitura. Vencer esse medo é o primeiro desafio.

Considerações Finais
     A aprendizagem da leitura e da escrita são processos distintos que se complementam. Enquanto a escrita se dá por estágios de elaboração de hipóteses, a leitura envolve processos para além da decodificação, envolvendo movimentos oculares, memória de trabalho, memória semântica e precisa ser uma aprendizagem com significado.É fundamental que os profissionais que atuam na alfabetização, seja no ensino ou na clínica psicopedagógica, tenham clareza desses dois processos, que estão intimamente ligados ao crescimento da criança, à sua autonomia e descentremanto.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetização e Lingüística. São Paulo: Scipione, 2003
BETTELHEIM, Bruno. ZELAN, Karen. A Psicanálise da Alfabetização. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992
FERREIRO, Emília. Psicogênese da Língua Escrita. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999
FERREIRO, Emília. Reflexões sobre Alfabetização. São Paulo: Cortez, 2001
GARCIA, Jesus Nicásio. Manual de Dificuldades de Aprendizagem: Linguagem, leitura, escrita e Matemática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998
KLEIMAN, Ângela B. Os significados do letramento. Mercado das Letras
KLEIMAN, Ângela. Oficina de Leitura: teoria e prática. São Paulo: Pontes, 1998
POERCH, José Marcelino. Suportes Lingüísticos para a Alfabetização. Porto Alegre: Sagra, 1990
PUYUELO, Miguel. RONDAL, Jean-Adolphe. Manual de Desenvolvimento da Linguagem na Criança e no Adulto. Porto Alegre: Artmed, 2007
ROJO, Roxane. Alfabetização e Letramento. Mercado das Letras
SINCLAIR, Hermine. A Produção de Notações na Criança: Linguagens, número, ritmos e melodias.Editora Cortez.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 2001
SOARES, Magda. Linguagem e Escola – Uma perspectiva social. São Paulo: Ática, 1988
WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia Clínica: Uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Rio de Janeiro: DR&A, 2004.

Michelle Brugnera Cruz - Professora da Educação Infantil; Orientadora Educacional; Pedagoga,estudante de Psicopedagogia
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POR QUE OS ALUNOS ESCREVEM ERRADO ?


  
Os professores não tomam os erros ou desvios ortográficos dos seus alunos como ponto de partida para um trabalho de orientação pedagógica em direção à escrita escorreita e ideal, referenciada pelas instituições de ensino, principalmente na produção, revisão e avaliação das redações escolares.

No entanto, os erros ou desvios (aos olhos dos lingüistas) podem ser, no processo de alfabetização ou de aquisição ou mesmo de desenvolvimento de linguagem, hipóteses importantes para que as crianças ou jovens , no decorrer da formação escolar, consigam ultrapassar as barreiras da língua e possam se comunicar, principalmente por escrito, como as instituições requerem da sociedade letrada.

 A escrita ortográfica depende muito da memória. Por que não explorar mais a memória de trabalho dos educandos? Em geral, as crianças demoram um pouco a estocar todo um conjunto de traços das letras do alfabeto, sobretudo quando minúsculas. Caberia um esforço dos pedagogos em propor e desenvolver uma didática que favoreça a assimilação das formas ortográficas da língua culta.

Um detalhe a considerar: o traçado das letras, a despeito do nosso automatismo, não é tão fácil. Vejamos, por exemplo, letras, quando minúsculas, como p, b, d, q, que trazem os mesmos traços (segmento da reta, semicírculo) , mas são simétricas, com alterações na rotação, direção, sentido, enfim. Olhemos para elas e chegaremos à conclusão que são tão misteriosamente simétricas e que, por isso mesmo, induzem os alunos à escrita espelhada.

A supressão de algumas letras ou de seus traços grafêmicos,  observada nos textos escolares, pode traduzir também a omissão que as crianças (e alguns adultos e diria muitos de nós professores) fazemos na produção da fala. Conscientes ou não. Se a supressão ocorre na fala, aí também devemos trabalhar  a articulação dos fonemas da língua. Se  a omissão das letras ocorre apenas na escrita, um caderno de caligrafia pode em muito ajudar a esse processo de automatismo (como os antigos foram e são, de forma inspirativa, sábios em se tratando de desenvolvimento da linguagem!). Aprender pela repetição, como ensinaram os antigos, ajuda muito no processo de automação das formas ortográficas.

 Levamos para a escrita muitas neutralizações da fala, tipo assim: para a forma verbal "vamos", a gente normalmente diz "vamo", apagando o "s", morfema, no final da palavra. Quando a supressão é de sílaba inteira (mas observemos o ambiente fonológico da ocorrência, se no início, no meio ou no fim da palavra), nos assustamos um pouco, mas cabe à criança fazer suas descobertas e, com certeza, logo mais fará a correção lingüística no ensino fundamental, em particular, a 1ª série, esta também uma série que deve cumprir a função de alfabetização e letramento.
A escola deve encarar a educação básica como educação lingüística em que se aprender, em todos os momentos, a ler, a escrever, a falar e a escutar, isto é, a desenvolver as habilidades da língua materna.

Certo é que tudo, em língua, tem uma razão de ser e tem uma regularidade própria: mesmo com aparentes erros as crianças estão sempre aprendendo, sistematizando, observando, e de alguma forma nos ensinando a ter paciência com os”  problemas da língua deles” que nós, adultos, já superamos na fase de formação escolar e sabemos, também, que não foi tão nem é fácil assim.

Não obstante, nós, adultos, ansiosos , queremos que todas as formas lingüísticas, em geral equívocas (uma fonema pode ser representado por várias letras e uma letra pode representar muitos sons da fala), sejam logo apreendidas. É preciso que os professores tenham paciência no desenvolvimento e processamento da linguagem verbal das crianças, jovens e adultos.

Vicente Martins é professor da Universidade Estadual vale do Acaraú (UVA), de Sobral.
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Produções de textos e dificuldades ortográficas











































































































































Visite o Blog-  http://neusamariabento.blogspot.com/ - atividades maravilhosas. Você vai amar!!!!
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Atividades para o Natal - Jardim 2 e 3




Essas atividades foram retiradas de um site super legal, smartkids:


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Músicas de Natal - Youtube

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DESENVOLVER A MEMÓRIA VISUAL

Brincadeiras em sala de aula

TÚNEL ESCURO

Material: um lenço e 2 cordas de 3m cada uma;
* Estender as cordas paralelas no piso ou riscar com giz
(1m de distância uma da outra), para marcar o túnel;

* Formação em fila, o professor vendará o 1º aluno da fila,
que depois de observar o ‘túnel’, tentará atravessar o túnel sem
desviar da rota, se não conseguir volta a fila e tenta noutro momento.

Obs: Esta brincadeira trabalha também o equilíbrio e orientação.

 
FANTASMA

Material: um lençol;
# O orientador escolhe 5 alunos para saírem da sala de aula, um
representante do grupo que saiu, coberto totalmente pelo lençol, 
ao sinal entra na sal;

#Os alunos da sala procuram descobrir de quem se trata o ‘fantasma’,
ele ficará na sala 1 ou 2 min. Se não for identificado, sai para ser
substituído por outro;

# Quem descobrir ganha um ponto.

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Motricidade Ampla para alunos do Jardim ou 1º ANO

      1-      BRINCADEIRAS COM BALÕES

v     Formação – cada criança com um balão de cócoras;
v     Desenvolvimento – como o sapo, saltitar tocando o balão com a cabeça, usar todo o local disponível para locomoção;
v     Saltitar, assoprando o balão, que está no chão;
v     Saltitar, tocando o balão com a mão direita, mão esquerda, com as duas mãos;
v     Deixar as crianças criarem outras atividades.

2- CORRIDA DO SAPO

* Duas colunas;
* Ao sinal, o 1º de cada coluna se desloca (como um sapo) até sua ‘comidinha’-‘a mosca’ (pode ser representada por qualquer objetos), pegando-a, volta aos saltos; passa a ‘mosca’ (objeto) para outro colega da mesma coluna, este leva de volta, e assim por diante.

3- O PULO DO SAPO

Ø      Em duplas, um atrás do outro;
Ø      Um dos componentes fica de cócoras no chão, o outro, colocando as mãos sobre as costas do seu companheiro, efetua o salto por cima do colega, ficando também de cócoras para que o outro possa imitá-lo.

4- O SAPO SAI DA LAGOA

o       Dispersos pela quadra, um aluno em cada círculo desenhado no chão, ficando, um aluno, sem círculo;
o       Quando o orientador disser: “ O sapo sai da lagoa”, todos devem trocar de lugar, e o aluno que está sem ‘lagoa’ irá disputar uma delas entre seus colegas.

5- TRILHA DO SAPO
§         Distribuem-se quaisquer objetos (tampinhas, caixinhas...) pelo espaço da brincadeira;
§         Os participantes deslocam-se como o sapo de diferentes formas: andar, saltar pedras, ‘comer moscas’;

6- LUTA DOS SAPOS

- Em duplas, de costas um para o outro, ficam de cócoras e entrelaçados com o companheiro;
- Ao sinal dado, os jogadores tentarão forçar os adversários a sentar no chão.

7- RODA CANTADA – O sapo não lava o pé

Essa canção - baixar do Youtube

“O sapo não lava o pé,
Não lava porque não quer,
Ele mora pero da lagoa,
Não lava o pé, não lava o pé,
Porque não quer”.
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PSICOMOTRICIDADE + MATEMÁTICA + ARTES


HABILIDADES TRABALHADAS
Coordenação dinâmica global, equilíbrio, percepção espacial, esquema corporal,
grafismo e tipos de linhas

DESENVOLVIMENTO: Cada aluno de posse de uma corda de um metro de comprimento + ou -.

RECREAÇÃO NO PÁTIO OU NA QUADRA:
Imaginar (As crianças fazem os sons dos animais e andam por todo o espaço):
- Puxar um cachorro;
- Puxar um gatinho;
- Puxar uma vaca;
- Fazer da corda um cavalo e galopar.
- A corda vira uma cobra que se agarra na mão da criança da qual ela tenta se livrar. (Essa foi o máximo, muitas gargalhadas, era só corda voando e crianças correndo e gritando como se realmente fosse uma cobra, mas de forma divertida).

“Notei que as crianças expressaram-se alegres e criativas durante toda a brincadeira.”

EXERCÍCIOS COM A CORDA:
1 – Carregar a corda em diferentes partes do corpo, ex.: na cabeça, ombros, pé, etc.
2 – Correr com a corda balançando no ar, sem deixar tocar o chão.
3 – Segurar uma ponta da corda e jogar a outra para cima.
4 – Bater a corda no chão como se fosse um chicote; Atirar a ponta da corda como se fosse pescar.
5 – Segurar a corda com as mãos de modo que possa esticar e fechar, alongar o corpo descendo até os pés, depois balançar para um lado e para o outro.

BRINCADEIRA DA CARROCINHA:

- Grupos de cinco crianças, um será o carroceiro, três serão os passageiros e outra o cavalo. O carroceiro (atrás) e o cavalo (na frente) seguram duas cordas paralelas, uma em cada mão, com os passageiros no interior das cordas.

- Fazer um passeio ou corrida das carroças até um ponto determinado pela professora. (Com a pré-escola, fizemos um passeio pela escola).



MATEMÁTICA – Tipos de linhas

1 – Montar desenhos com a corda no chão (livre).
2 – Colocar a corda esticada no chão (LINHA RETA), andar sobre a linha: de frente, de lado, de costas e de pernas abertas.
3 – Depois formar uma linha torta (LINHA CURVA), pular por cima da corda e andar na ponta dos pés por sobre a corda.

4 – Formar um círculo fechado com a corda (LINHA FECHADA), ordenar o seguinte: ficar no interior da linha fechada; ficar na parte exterior da linha fechada (longe e perto).
BRINCADEIRA: Pega-pega – estará a salvo quem estiver no interior da linha fechada.
“Nesse caso eu consegui ensinar noções de interior e exterior, e que a linha fechada é a FRONTEIRA que separa esses dois lados.”

5 – Formar um ‘U’ com a corda (LINHA ABERTA).
BRINCADEIRA: Inicia-se com um dos alunos sem a sua corda e dirá: “macaco troca de galho”, todos os alunos deverão trocar de lugar enquanto ele procura ocupar um lugar vago, sempre ficará um sem ‘galho’ que deverá dar a continuidade dessa brincadeira.

“No decorrer da brincadeira, as crianças utilizaram-se espontaneamente de outras ordens não sugeridas por mim, as quais foram muito criativas por parte deles, sendo que, alguns demonstraram facilidades em substituir a ordem ‘macaco troca de galho’ ou outra citada pelo colega anterior, por exemplo: ‘passarinho voa do galho’. O interessante foi perceber como eles queriam cada um inventar a sua ordem, até causando certo nervosismo em alguns que tiveram dificuldades em criar rapidamente uma nova expressão, e se negavam a aceitar sugestões dos colegas. Note que isso aconteceu naturalmente e aos poucos tornou-se uma regra que todos seguiam, sendo que ela não fazia parte da regra inicial da brincadeira.
Importante é concluir que isso não aconteceria se eu quisesse o tempo todo impor o meu autoritarismo, o meu poder sobre eles demonstrando o tempo todo quem é que sabe das regras e impedindo qualquer tentativa de inovação com medo de perder o controle. Se eu fizesse isso, com certeza eles se sentiriam inibidos e com medo de se expressarem livremente e não resultaria numa brincadeira tão envolvente quanto abou se tornando.”

“Agora vou acrescentar algo a partir dessa experiência, talvez eu fuja um pouquinho, mas acho que se faz necessário relembrar a infância escolar da maioria dos professores a qual eu também me incluo, nessa época em que éramos obedientes ás regras impostas para nos educarem, tão obedientes que poderia ser muito arriscado ferir o poder absoluto do professor.
Conseqüência: Não seria isso uma das tantas razões de sermos a maioria, tão obedientes quanto às regras impostas pelos governos numa realidade onde se paga impostos absurdos, tarifas e pior, tanta lentidão para nos unirmos em prol de nossos direitos em comum? Tanta inibição, ingenuidade e medo de ser reprimido com uma simples palavra. Mas é possível reaprender, resgatar nossa dignidade, nossa liberdade simplesmente observando as crianças, deixando-as livres de tudo o que priva delas serem o que precisam ser, para que no futuro estejam certos de que regras governamentais absurdas podem ser quebradas de uma forma tão natural e envolvente quanto o exercitado na brincadeira.” - Carmem Ortiz (Professora Carminha)



ARTES
Registrar através de desenhos as atividades realizadas no pátio.
Considerações significativas: Foi numa aula de artes que um aluno do Pré-A (4 anos de idade) que já sabia ler desde os três anos, mas não sabia escrever por não entender a forma como todos sabiam copiar o próprio nome do crachá. Então foi através do registro das atividades realizadas no pátio sobre os tipos de linhas trabalhas com cordas que ele conseguiu entender e copiar pela primeira vez o seu nome do crachá e sucessivamente muitas palavras.
 Foi assim: Como a primeira letra de seu nome era um ‘J’, eu mostrava a letra no crachá e dizia: ‘é uma linha reta e uma curva. Eu mostrava a letra ‘O’ e lhe fazia associar com a linha fechada e assim sucessivamente com todas as letras de seu nome.

“Nesse dia eu confirmei a importância do professor inteirar-se plenamente do significado da expressão PSICOMOTRICIDADE no desenvolvimento infantil além de comprovar a eficácia de uma aula bem planejada.”






Desenvolvem a Percepção Espacial e Temporal, Motricidade Ampla, Socialização e Cooperação;

DANÇA DAS ALMOFADAS
* Crianças de 3 a 5 anos de idade.
* Materiais: 5 ou 6 almofadas, som, CDs;
* Formação: um participante a mais que as almofadas;
* Posicionar as almofadas alinhadas, uma ou lado da outra;
* Ao som de uma música as crianças dançam ao redor das almofadas, quando a música parar todas as crianças deverão sentar-se sobre as almofadas. Quem ficar sem lugar, deverá sentar-se com um colega, compartilhando a mesma almofada;
* A cada rodada retirar uma almofada.
Obs: contar as almofadas, retirar uma e contar quantas ficaram.
 Nesta brincadeira ninguém sai e todos se divertem.
Se sua turma tem muitos alunos divide em grupos para brincar, enquanto uns participam os outros assistem.

BALÃO AO AR

* Materiais: músicas de vários ritmos, balões cheios;
* Formar grupos de 4 alunos, cada grupo de posse de um balão cheio;
* As crianças devem jogar os balões entre os integrantes do grupo acompanhando o ritmo da música;
* Trocar a música constantemente para e observar a movimentação das crianças;
* Depois de brincar um pouco, colocar uma música lenta, propor aos grupos que fiquem o máximo que possam com o balão no ar, para marcar o tempo, as crianças deverão contar em voz alta a quantidade de vezes que os participantes tocam no balão.


MOVIMENTOS NATURAIS – Manipulativos
Formação:
Dispersos em um espaço previamente delimitado (salão);
Desenvolvimento:
Cada participante receberá uma folha de jornal. Realizar movimentos em grupos e individuais, seguindo a proposta verbal do recreador.

  1.  Caminhar livremente no espaço com a folha aberta na palma da mão;
  2.  Caminhar por todo o espaço com a folha no braço, elevando e abaixando o braço sem deixar a folha cair, repetir com o outro braço;
  3.  Agora no ante-braço, repetindo  a atividade anterior;
  4.  Equilibrar a folha na cabeça andar, bem devagar;
  5.  Correr com a folha no peito;
  6.  Caminhar em quatro apoios, com a folha nas costas;
  7.  Com a folha na coxa saltar num pé só, idem na outra coxa;
  8.  Equilibrar a folha em um dos pés, idem com o outro;
  9.  Sacudir a folha de jornal sem fazer ruídos, logo após produzir barulho sacudindo a folha;
  10. Todos serão Super Heróis – transformar a folha em capa e ‘voar’ pelo salão;
  11. Todos serão piratas – fazer uma luneta com o jornal enrolado (canudo) – sair pela sala navegando e olhando através da luneta;

  1. Após realizar diferentes movimentos com a folha em diversas partes do corpo, passar para a 2ª parte: amassar a folha de jornal, transformando em uma bolinha;
  2. Jogar a bola de jornal para qualquer direção;
  3. Lançar para cima e pegá-la após uma palma, seguir assim até 5 palmas;
  4. Bater na bola como se fosse uma peteca, uma batida forte e uma devagar, fazer várias combinações;
  5. Lançar para cima, dar uma cabeçada e depois tornar a pegar;
  6. Lançar para cima deixar bater no peito e depois pegar; Idem com a coxa e o pé;
  7. Lançar para cima girar e pegar novamente; Idem, sentado, deitado;
  8. Lançar para cima, sentar e levantar antes de pegar;
  9. Caminhar contornando a bola entre os membros inferiores; Idem, na cintura, na cabeça;
  10. Em duplas trocar passes com o parceiro, ir afastando do companheiro a cada passe;
  11. Ao sinal trocar de parceiro;
  12. Depois em trios, quartetos e grupos maiores;
  13. Após toda essa movimentação, em um passe de ‘mágica’ transformar o local em um grande banheiro, onde todos tomarão um gostoso ‘banho’.
Brincar de tomar banho:
- A bola será o sabonete;
- Relembrar todas as partes do corpo trabalhada, na hora do banho;
- Reforçar a importância dos cuidados com o nosso corpo;
- Ao lavar as costas, o colega poderá ajudar a esfregar;
- Após o banho, secar-se – abrir com cuidado a folha de jornal que será a toalha.

BRINQUEDOS CANTADOS II – SOCIALIZAÇÃO

EU ENTREI NA RODA

OBJETIVOS: Trabalhar a socialização, atitude e o controle motor;
Formação em círculo de mãos dadas;
CLIC BAIXAR MÚSICA  ( Youtube )

[Refrão]
{Ah! Eu entrei na roda
Para ver como se dança.} 4 passos p/frente
{Eu entrei na contra-dança
Eu não sei dançar.} 4 passos p/trás

Lá vai uma lá vão duas
{Lá vão três pela terceira
Lá vai indo meu benzinho} gira a roda
De vapor pra cachoeira.
[Refrão]
...
Todo mundo se admira
{Da macaca fazer renda
Eu já vi uma perua} gira a roda
Ser caixeira de uma venda.
[Refrão]
...
Sete e sete são quatorze
 {Três vezes sete vinte e um
Tenho sete namorados} gira a roda
Mas não gosto de nenhum.

LÁ VEM O SEU NOÉ
OBJETIVOS: Trabalhar a expressão corporal socialização e criatividade.
* Ao entoar a canção fazer movimentos que combinem com a letra. Formar um batalhão
de animais comandados pelo Noé, que dará ordens como: de pé, pulando, abanando, coçando a cabeça, mão na cintura, braços erguidos, etc;

CLIC BAIXAR MÚSICA  ( Youtube )


[Letra]
 Lá vem o seu Noé
Comandando um batalhão
E o macaco vem sentado
Na corcunda do leão.

O gato faz miau, miau, miau
O cachorro faz au, au, au au au
O peru faz glu-glu
O carneiro faz me, me
E o galo garnisé
Faz que ré qué qué qué qué.

ANQUINHAS
OBJETIVOS: Desenvolver a atenção, afetividade e socialização;
Formação em círculo, com um participante no centro, que representa a Maria.

CLIC BAIXAR MÚSICA  ( Youtube )


[Letra]
A moda das tais anquinhas
É uma moda muito engraçada
{Que pondo o joelho em terra    Roda gira, Maria faz  gestos
Faz a gente ficar pasmada.}       de acordo com a música

{Maria sacode a saia                Bater palmas
Maria levanta o braço              Maria faz os gestos
Maria tem dó de mim                e por fim ela abraça
Oh! Maria me dá um abraço!} um colega que a substituirá



DONA ARANHA

* Formação: dispersos em um local determinado pelo professor, de preferência perto de uma parede, para seguir os movimentos da canção;
* Desenvolvimento: os movimentos serão produzidos mediante a letra da canção;
* Letra:
A dona aranha subiu pela parede
Veio a chuva forte e a derrubou
A chuva já passou e o sol já vem surgindo
E a dona aranha continua a subir.

A dona aranha subiu pela parede
Veio a chuva forte e a derrubou
Ela é teimosa e desobediente
Sobe, sobe, sobe e nunca está contente.

ROSA AMARELA

* Formação: dispersos em círculo;
* Desenvolvimento: a canção já dita o que fazer, ao cantar o refrão, dar passos de “ciranda” erguendo os braços pra cima;
* Letra:
Olha a rosa amarela tão teimosa e tão bela
Olha a rosa amarela tão teimosa e tão bela.

[Refrão]
[ Iaiá meu lenço pra me enchugar
Esta despedida já me fez chorar] 2x


JACARÉ POIÔ

* Formação: círculo, segurar a cintura ou o ombro do colega da frente;
* Desenvolvimento: os participantes baterão o pé mais próximo do centro do círculo, quando canta ‘jacaré poiô’;
* Letra:
[ Eu sou, eu sou, eu sou
Eu sou o jacaré Poiô.] 2x

[ Balança o rabo jacaré
Balança o rabo jacaré Poiô.] 2x


DONA FORMIGUINHA

* Formação: círculo;
* Desenvolvimento: os participantes, a cada passo, balançarão seus corpos de um lado para o outro, conforme a letra da canção. Ao “encher o seu porão’, os participantes despejarão seus “sacos de ...” para o lado de dentro do círculo;
* Variação: dois círculos, um gira para um lado e  vice-versa, a cada rodada: movimento de carregar um saco leve e  depois um pesado;

* Letra:
Um, dois, três, sacos de farinha
Quatro, cinco, seis, sacos de feijão
Trabalhando dona formiguinha
Vai enchendo aos poucos seu porão.   

JOGOS NA INCLUSÃO – Crianças com Autismo e Dificuldade na Aprendizagem Discalculia

 

DESENVOLVER: SOCIALIZAÇÃO / LINGUAGEM / 
COORDENAÇÃO VISOMOTORA / MOTRISIDADE AMPLA 
/ COGNIÇÃO

TAREFAS PARA DESENVOLVER A COGNIÇÃO

* Professor ordena que o aluno procure objetos que estão fora da sua
linha de visão;
* Discriminar semelhanças e diferenças em objetos;
* Folhear livros e revistas;
* Montar e desmontar brinquedos; perceber partes e todo em um objeto
 (em gravuras, desenhos...);
* Brinquedos de encaixe;
* O professor poderá utilizar-se da TV-sucata para desenvolvimento da
 linguagem;

ATIVIDADES MOTORAS

# Arremessar saquinhos de areia;
# Chutar bola;
# Dançar e/ou cantar;

JOGO FUTEBOL LEGAL

Objetivo: Estimular a socialização e o desenvolvimento da motricidade ampla;
Jogar:
* Formação alunos em duplas para jogar futebol, até os goleiros;
* Todos de mãos dadas para jogar;
Obs: este jogo proporcionará ao aluno com autismo a aprender o que deve
fazer para jogar, quais são os procedimentos e como se organizar. Sendo
que desta forma ele fará a associação de como se joga futebol.


JOGO UM A UM – Trabalha Discalculia

# Objetivo: Promover ao aluno autista a socialização, aquisição de novos
 conceitos e registrá-los e desenvolver a coordenação visomotora;
# Material: 1 caixa de sapato; 10 tampas de garrafas ou botões; 1 lista dos números de1 a 10; e 1 pregador;

Jogar:
- Formação em duplas;
- Um aluno fica com a caixa, o outro com as tampinhas, a lista dos números
 e o pregador;
- O aluno joga a tampa e tenta acertar dentro da caixa, quando acertar, ele pega
o pregador e fixa no numeral 1 da lista, continuar jogando as tampas até
marcar
o número 10 da lista;
- Depois do término, os alunos trocam de papéis, quem era jogador de
 tampas vira responsável pela da caixa.

OBS: apliquei este jogo com uma criança que apresenta discalculia,
constatei que é um ótimo recurso para desenvolver a noção de numeral
 e conservação da quantidade. Esta é um ótimo jogo para o período da
Alfabetização.


 


DESENVOLVER AS HABILIDADES:
 Percepções – Espacial / Temporal / Visual; Criatividade;
Esquema Corporal; Socialização; Motricidade Ampla;
 Equilíbrio; Noções das cores; Aritmética;

PREPARAÇÃO:
- Cada aluno deverá dispor de 1 disco de papelão colorido
( 25cm de diâmetro);
- Os alunos ficarão à vontade distribuídos pelo pátio ou área fechada,
 de posse do disco colorido; 




ATIVIDADES

01) Atirar o disco para cima e segurá-lo;
02) Atirara com uma mão e pegá-lo com a mesma mão.
Depois, atirar com uma e pegar com a outra mão (e vice-versa);
03) Caminhar com o disco, imitando um automóvel;
04) Caminhando com o disco equilibrando na cabeça;
05) Arremessar o disco para longe e buscá-lo correndo;
06) Corrida: caminhar e ligeiro de um ponto a outro com o disco
 entre os joelhos; Depois caminhar em quatro apoios de barriga p/ baixo
e após p/ cima;
07) Correr em ziguezague entre os discos;
08) Cantar uma música, batendo o disco contra a palma da mão,
 observando o ritmo;
09) Todos os alunos juntarão os discos e montarão algo com eles;
(poderão criar figuras);
10) Os alunos podem criar outras atividades com os discos.

JOGO

  • Dividir a turma em 4 equipes;
  • Colocar um disco atrás do outro;
  • O 1º aluno corre, coloca seu disco no local convencionado,
 volta e bate na mão do próximo colega; este corre, coloca seu
disco atrás do disco do colega e assim por diante, até terminar
os discos da equipe.


CORES

 

TRABALHAR NOÇÕES SOBRE AS CORES – Cores Primárias /
 Cores secundárias / Cores Neutras.
Obs: O Prof. fala sobre as cores, os alunos fazem, em outro
 momento, na sala de aula experiências com as cores (mistura das cores) e pintura. Uma história que fala sobre as cores primárias bem interessante
 para contar ás crianças – ALÉM DO ARCO-ÍRES, Gerusa Rodrigues Pinto, ed. Fapi Ltda.

TAREFA

  • Formar grupos conforme as cores dos discos;
  • Contar os componentes de cada grupo, comparar: onde tem
 menos / mais elementos; juntar dois grupos quantos elementos ficam;
tirar elementos do grupo maior quantos ficaram...

JOGO TROCA-TROCA

A)    Alunos espalhados, com o disco no chão;
B)     O profe. grita: “ Trocam-se os amarelos!”
Então todos os que tiverem disco amarelo, terão que trocar de lugar;
C)    “Vermelho e verde!” quem tem disco vermelho troca de lugar com
 alguém de disco verde;
CORES

Formar grupos de acordo com as cores: primárias / neutras / secundárias
Cores Secundárias =
* alaranjado, grupo de amarelo e vermelho
* roxo, grupo de azul e vermelho
* verde, grupo de amarelo e azul

Cores Neutras =
*  cinza, grupo de branco com preto

 


COELHINHO SAI DA TOCA

Objetivo: Executar habilidade motora fundamental de
 Locomoção. Trabalhar as Percepções: Temporal/Espacial.

*Material: arcos (bambolês)
*Distribua os arcos pelo chão.
*Cada criança deverá ficar dentro de um arco.
*Ao sinal do professor: "Coelhinho sai da toca",
os coelhos (!!!) devem trocar de toca.
*A cada rodada retirar um arco.

 REVEZAMENTO DO COELHINHO

Objetivo: Executar habilidade motora fundamental de locomoção (saltar).
 Realizar trabalho em equipe. Compreender o jogo competitivo.

*Material: Giz, cones (ou outros materiais para marcar);
*Dividir as crianças em duas ou mais equipes.
*Marcar com o giz a linha de saída/chegada e com os cones
 o ponto de retorno.
*As equipes deverão permanecer em colunas atrás da linha.
 *Ao sinal a primeira criança, de cada equipe, deverá sair saltando
 como um coelhinho até o cone, contorná-lo e retornar até a linha,
onde a próxima criança continuar processo, até a última.
*Vence a equipe que terminar primeiro.

*Variações:
Para deixar mais fácil: Permitir que o coelho salte da forma
 que a criança achar melhor.
Para deixar mais difícil:
  1. Saltar com os pés unidos
  2. Saltar com impulso
  3. Saltar com os dois pés
  4. Saltar de costas
 O SALTO DO COELHINHO

Objetivo: Executar habilidade motora fundamental.

*Material: Giz (ou outro material para marcar)
*Demarcar duas linhas. As crianças deverão saltar de uma
 linha para a outra, como se fossem coelhinhos.
*Aumentar a distância entre as linhas conforme forem
conseguindo executar a tarefa.

 O RABO DO COELHO

Objetivo: Executar habilidade motora fundamental de locomoção e
 estabilização. Trabalhar memória visual.

*Material: Cartolina com o desenho de um coelho da páscoa, de costas.
 Pom-pom feito de lã ou outro material. Fita crepe. Venda.

*Fixar a cartolina com o desenho em uma parede para que
fique ao alcance dos participantes. Colocar fita crepe no pom-pom.
*Solicitar que o participante observe a figura.
*Vendar o participante.
*Girar o participante vendado, deixando-o de frente para a cartolina.
 Ele deverá colocar o rabo no local adequado no coelhinho.
  COELHO BAGUNCEIRO

Objetivo específico: Trabalhar Figura Fundo.

*Material específico: Cartolina com o desenho de um coelhinho
usando diversos acessórios (óculos, cachecol, bolsa... e cesto com ovos).
Cada um dos acessórios usado pelo coelho, deverá esconder um
ovo, para serem encontrados pelos alunos.

*Esconder os ovos e deixar nas proximidades dos acessório do coelho.
*Fazer uma roda de conversa e contar a história do coelho bagunceiro,
(profe inventa), mostrar a "foto" do coelho (cartolina desenhada).
*Pedir para que as crianças ajudem a encontrar os ovos de Páscoa escondidos.




CIRCUITO COM 3 PARADAS

O educador prepara o ambiente com antecedência,
explica o que acontecerá em cada parada e expressa
os movimentos que serão feitos.

1ª PARADA = Fazendinha
* Criar animais com massa de modelar para montar
a fazendinha;

2ª PARADA = Parque
* Brincar em grupo fazendo movimentos que lembram
brinquedos típicos de parquinho:
- gira-gira: roda girar fraco e forte, agachar-se e dar passos
 para os lados;
- balanço: balançar de um lado ao outro, frente e trás, sentados
 em duplas mãos dadas, ‘serra-serra-serrador’;
- acerta o alvo: boca do palhaço e bola de meia;
- jogo de argolas: acertar a argola nos pinos;

3ª PARADA = Teatro
* Material para fantasia: roupas, bonés, chapéu, peruca, lenços,
acessórios, etc;
* As crianças se fantasiam e criam personagens para representar
 aos colegas;

 


GARRAFÃO

- Desenhar no chão uma garrafa grande, a uns 5 metros um
 círculo, que será o céu;
- Um aluno será o pegador e ficará no céu;
- Os outros alunos ficam em volta do garrafão;
- Ao sinal o pegador sai do céu e persegue os outros que correm
sempre em volta do garrafão;
- Os alunos não podem entrar no garrafão, mas podem pular por
 cima dele;
- O aluno que for pego vai para o céu.

BARRA MANTEIGA

1) Duas equipes, afastados 8m uma da outra, formação em fila
 lado a lado em linha, os participantes com as mãos voltadas para cima;
2) Tirar a sorte para ver que equipe começa o jogo;
3) Um dos participantes da equipe vai até a outra equipe correndo e
batendo de leve na mão dos participantes, quando escolher alguém para
 pega-lo dá um tapa mais forte na palma da mão, e sai correndo para voltar
 ao seu lugar;
4) O perseguidor tenta pega-lo, se conseguir leva-o para sua equipe;
5) A equipe que mais trazer adversários para seu lado é vencedora.

TIGRE / LEÃO / ONÇA

* Desenhar no chão 3 círculos um para tigre, o leão e para a onça;
* Escolher 3 alunos para serem o tigre, o leão e a onça, estes serão
os pegadores;
* O restante da turma serão os caçadores, que deverão se cuidar dos
 animais selvagens;
* Ao sinal os animais selvagens perseguem os caçadores, os caçadores
 presos ficam no círculo do animal que o pegou;
* O jogo termina quando forem pegos todos os caçadores;
*VARIAÇÂO: o orientador poderá criar uma história para o inicio do jogo...   


 


TAREFAS - Movimentos Naturais: locomotores

a)      Caminhar em forma de contestes:
- Imaginar e agir: voa borboleta; caminhar entre as arvores;
Carro em marcha ré;

b)      Marchas:
- Em serpentina (fila indiana); em caracol; em ziguezague;

c) Exercícios respiratórios:
- Cheirar a flor; apagar a vela; cheirara o ar; assoprar;

c)      Combinações:
- caminhar e marchar; marchar e correr; caminhar e correr;
 corridas e saltos.

OPERÁRIOS SILENCIOSOS –
Movimentos Naturais: não locomotores

# Formação em círculo, sentados no chão;
# Orientador diz: “Operários silenciosos, eu tenho um martelo.
 O que se faz com ele?”
# As crianças imitam o bater do martelo;
# Continuar com: agulha, pá, caneta, escova, vassoura, sabão...

PELOS ARCOS-Movimentos Naturais: manipulativos

§         Material 2 arcos, um para cada fila;
§         Ao sinal o 1º de cada fila passa o arco pelo corpo da cabeça
aos pés e entrega ao seguinte que deverá fazer o mesmo;
§         Após a operação, o aluno corre e se coloca no final da fila, vence
            a fila que chegar primeiro no jogador inicial.



 

Empresta-me tua casinha

  1. Traçar pequenos círculos no chão conforme nº de alunos;
  2. Um círculo central, onde ficará um aluno;
  3. Dado o sinal de inicio, a criança que está no círculo central dirá:
“Empresta-me tua casinha”? E os colegas responderão: “Pois não”!
 No momento todos trocam de lugar, enquanto o do meio procura
ocupar um círculo vago;
  1. Quem sobrar irá ao círculo central retomar brincadeira.


Cada macaco no seu galho

  • 2 alunos serão os caçadores (1 caçador para cada 10 crianças);
  • Combinar com as crianças os lugares onde serão as ‘árvores’;
  • Ao sinal os macacos saem de suas árvores e correm pelo pátio, os caçadores tentam agarra-los;
  • Para não ser preso o macaco tem que voltar para a árvore, o que forpego é eliminado da brincadeira;
  • O jogo termina quando todos os macacos forem pegos.

O gato dorminhoco

* Marcar um círculo grande para o gato e menores para cada jogador;
* O gato deita-se em seu círculo e finge dormir, a um sinal, os jogadores
 vão para perto do gato provoca-lo;
* De repente o gato acorda e vai correndo procurar um dos lugares
 e os demais também devem procurara seus lugares;
* O jogador que ficar sem lugar será o novo gato.