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Toxoplasmose





TOXOPLASMOSE : sintomas, IgG e tratamento

A toxoplasmose é uma doença causada pelo parasita Toxoplasma gondii, presente em todo o planeta e com elevada prevalência na população mundial. Para se ter idéia do quão comum é a infecção pela toxoplasmose, estima-se que cerca de 1/3 da população mundial já tenha entrado em contato com este parasita. E a toxoplasmose não é uma doença restrita apenas a países em desenvolvimento; cerca de 80% da população de Paris e 70% dos americanos apresentam sorologia positiva para este protozoário.

Toxoplasmose - Toxoplasma gondii
Toxoplasma ao microscópio
Mas se a toxoplasmose é uma doença tão comum, por que ouvimos falar tão pouco nela? Na verdade, o sistema imune da maioria das pessoas é forte o suficiente para impedir que o Toxoplasma gondii consiga nos fazer algum mal. Este fato explica o porquê de grande parte da população ter anticorpos IgG contra a toxoplasmose (explico o que é IgG toxoplasmose mais abaixo), sem nunca sequer suspeitar ter tido contato com o parasita.

A grande preocupação em relação a toxoplasmose está nas mulheres grávidas e nos pacientes imunossuprimidos, ou seja, com sistema imune debilitado como transplantados, HIV positivo, pacientes em quimioterapia ou em uso de drogas imunossupressoras.

Para saber mais sobre toxoplasmose na gravidez, leia: TOXOPLASMOSE NA GRAVIDEZ | TOXOPLASMOSE CONGÊNITA. Sugiro, porém, a leitura completa deste texto antes, pois alguns conceitos importantes serão aprendidos aqui.

Transmissão da toxoplasmose

O parasita Toxoplasma gondii pode contaminar qualquer animal de sangue quente, incluindo os seres humanos, porém, é apenas nos gatos que ele consegue completar seu ciclo reprodutivo. Em outras palavras, qualquer mamífero ou ave pode ter toxoplasmose, mas o parasita só produz ovos (chamados de oocistos) dentro dos intestinos dos gatos. Chamamos os felinos de hospedeiros primários; todos os outros animais são hospedeiros intermediários, pois só possuem o parasita adulto em seu organismo.

O ciclo de transmissão da toxoplasmose ocorre da seguinte maneira: um gato ingere o Toxoplasma gondii;este que se aloja em seus intestinos e passa a se reproduzir, liberando ovos (oocistos) de toxoplasma pelas fezes. Estes ovos ficam no solo até que algum animal os ingira. No caso dos humanos, a ingestão destes ovos costuma de dar pela contaminação das mãos no solo, seguido pelo contato destas com a boca. Na verdade, todas as doenças causadas pela via fecal-oral, como, por exemplo, hepatite A (leia: HEPATITE A | Sintomas, tratamento e vacina) e H. pylori (leia: H.PYLORI (Helicobacter pylori) | Sintomas e tratamento), costumam ser transmitidas por mãos inadvertidamente contaminadas por fezes.

Comer alimentos como frutas e verduras originários de solo contaminado por fezes de gatos também é uma via de transmissão. Lavar bem os alimentos antes de comê-los é uma medida eficaz para se reduzir a transmissão da toxoplasmose

O parasita toxoplasma gondii parece também ser transportado por moscas e baratas que, ao terem contato com fezes de gatos contaminados, conseguem transportar os oócitos por longas distâncias.

Um dado importante é fato do oócito só se tornar infectante após 24-48 horas no solo. Por isso, é importante limpar diariamente as caixas de areia dos gatos a fim de evitar que os ovos do toxoplasma se tornem viáveis para transmissão.

Os outros animais, apesar de não disseminarem ovos de toxoplasma pelo ambiente como os gatos, também podem ser vias de transmissão da toxoplasmose. Uma vez que o parasita se aloja nos tecidos dos animais contaminados, basta comermos carnes mal passadas destes para que o toxoplasma entre em nosso organismo. Os principais carnes com risco de transmissão são as de porco, carneiro e veado. É importante ressaltar que o animal não precisa estar doente para ter o toxoplasma em seus tecidos. Assim como ocorre em nós humanos, havendo um sistema imune intacto, o toxoplasma fica presente nos animais sem causar doença, apenas adormecido em seus tecidos. Se sua carne não for bem cozinhada, o parasite sobrevive e contamina o trato digestivo de quem o está ingerindo.

O simples ato de manusear carne crua com toxoplasma é suficiente para contaminar mãos e utensílios de cozinha como facas e pratos. Um cozinheiro que prepara uma carne com toxoplasma, se não lavar as mãos, pode contaminar a si próprio e também outros pratos que venha a preparar.

O terceiro modo de transmissão da toxoplasmose é pela transfusão de sangue (leia: DOAÇÃO DE SANGUE | informações para doadores para saber como é feita a triagem dos sangues para transfusão) ou pelo transplante de órgãos de doadores contaminados para receptores não contaminados.

Ainda existe a via de transmissão durante a gravidez, mas desta falaremos separadamente em outro texto a ser publicado brevemente.

Sintomas da toxoplasmose

Até 90% das pessoas sadias que se contaminam com o toxoplasma gondii, independentemente da via de transmissão, permanecerão assintomáticas indefinidamente. Nas aquelas poucas pessoas imunocompetentes, ou seja, com sistema imune sadio, que venham a desenvolver a doença toxoplasmose, o quadro clínico costuma ser brando, com sintomas semelhantes a um quadro gripal inespecífico com febre, dor muscular, cansaço, dor de cabeça e rash cutâneo. O sintoma mais característico é um aumento dos linfonodos (gânglios) do pescoço. Até 30% dos casos sintomáticos costumam ter linfonodos aumentados por todo o corpo. Alguns casos apresentam também dor de garganta, ficando muito semelhante a uma mononucleose (leia: MONONUCLEOSE | DOENÇA DO BEIJO).

Ao contrário de quadros virais comuns, a toxoplasmose sintomática costuma durar algumas semanas, em alguns casos, até meses.

Raramente a toxoplasmose pode causar problemas mais graves em pacientes sadios como lesões nos pulmões, coração e nos olhos, chamados respectivamente de pneumonite, miocardite e coriorretinite.

Independente de haver sintomas sintomas ou não logo após a contaminação, o paciente imunocompetente que adquire o parasita permanece com ele adormecido nos tecidos do corpo, geralmente músculos e tecidos nervosos, pelo resto da vida. O toxoplasma permanece anos inativado, controlado pelo sistema imune, somente à espera de qualquer problema que reduza nossas defesas naturais para voltar a atacar nosso corpo.

Sintomas da toxoplasmose em pacientes imunocomprometidos

Pacientes imunocomprometidos são aqueles que apresentam um sistema imune fraco, como nos seguintes casos:

- HIV e AIDS (SIDA) (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA))
- Câncer e quimioterapia (leia: SINTOMAS DO CÂNCER)
- Pacientes transplantados (leia: SAIBA COMO FUNCIONA O TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS)
- Pacientes em uso de drogas imunossupressoras como corticóides (leia: PREDNISONA E CORTICÓIDES | Indicações e efeitos colaterais)

Toxoplasmose cerebral
Toxoplasmose cerebral
Neste grupo de pacientes, a toxoplasmose é uma doença muito grave, uma vez que o sistema imune é deficiente e incapaz de impedir a proliferação do parasita.

Nos imunodeprimidos, a toxoplasmose pode ser uma doença recentemente adquirida, mas é na maioria das vezes uma reativação de uma infecção crônica que passou anos em silêncio enquanto o sistema imune ainda estava intacto, e agora, aproveita-se da baixa imunológica para atacar o organismo.

A lesão cerebral pelo toxoplasma é das mais comuns em pacientes imunodeprimidos. Os sintomas da toxoplasmose cerebral incluem convulsões (leia: EPILEPSIA | CRISE CONVULSIVA), alterações na marcha, na fala, nos movimentos dos membros e no estado mental, podendo, muitas vezes, ser confundido com um AVC (leia: AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL | DERRAME CEREBRAL). O paciente pode também apresentar demência e até evoluir para o coma.

Outras lesões comuns da toxoplasmose em pacientes imunossuprimidos é a coriorretinite, que causa dor ocular e perda da visão (para ler sobre lesões oculares da toxoplasmose com mais detalhes, visite o texto: Toxoplasmose Ocular do blog http://www.medicodeolhos.com.br/); pneumonite, que cursa com febre, falta de ar e tosse seca; miocardite, com sintomas de insuficiência cardíaca (leia: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA | CAUSAS E SINTOMAS). Se não tratada, a toxoplasmose pode levar os imunossuprimidos ao óbito.

Para mais detalhes sobre os sintomas da toxoplasmose, leia: SINTOMAS DA TOXOPLASMOSE.

Diagnóstico sorológico da toxoplasmose

O diagnóstico da toxoplasmose é normalmente feito pela sorologia, ou seja, pela dosagem de anticorpos contra o toxoplasma gondii.

Abro aqui uma rápido parêntese para explicar como funciona a sorologia da toxoplasmose (e de várias outras doenças infecciosas). O raciocínio é o seguinte: o nosso corpo só cria anticorpos contra um determinado germe se formos expostos ao mesmo. Portanto, ter anticorpos contra toxoplasmose significa ter sido contaminado pelo parasita.

Para resumir um processo extremamente complexo, podemos dizer que nosso corpo trabalha basicamente com dois anticorpos, chamados de IgM e IgG. Assim que um germe novo entra em nosso corpo, nosso sistema imune começa a produzir o anticorpo IgM, que é chamado de anticorpo de fase aguda. Ter IgM positivo para toxoplasmose significa que a doença foi adquirida muito recentemente (o IgM surge com apenas 1 semana de contaminação). Depois de mais ou menos 4 semanas, o corpo substitui o anticorpo IgM pelo anticorpo IgG, que é mais forte e mais específico contra a doença pretendida. Portanto, depois de 4 semanas, o paciente deixa de ter IgM positivo e passa a ter apenas IgG positivo para toxoplasmose. Esta IgG para toxoplasmose ficará positiva pelo resto da vida.

Resumindo, um paciente com toxoplasmose aguda tem IgM positivo, enquanto que um paciente que possui o parasita inativo no corpo apresentará IgG positivo. Quem nunca foi exposto ao toxoplasma tem IgM e IgG negativos.

Como a toxoplasmose não causa doença em 90% das pessoas, o único modo de saber se o paciente já foi exposto ao toxoplasma é através da dosagem do IgG para toxoplasmose. Saber se a pessoa já teve toxoplasmose, mesmo que assintomática, é uma informação muito importante no caso das grávidas (leia: TOXOPLASMOSE NA GRAVIDEZ | TOXOPLASMOSE CONGÊNITA).

Tratamento da toxoplasmose

Obviamente, pessoas com toxoplasmose assintomática não precisam de nenhum tipo de tratamento. Ter o toxoplasma inativo no corpo não significa estar doente. O tratamento também não está indicado naqueles com sintomas discretos, tipo gripe fraca, que duram poucas semanas.

O tratamento está indicado apenas nos casos sintomáticos, nos imunossuprimidos e nas grávidas. O esquema de primeira linha é feito com Pirimetamina + Sulfadiazina ou Pirimetamina + Clindamicina por 4 a 6 semanas.

Pacientes imunossuprimidos graves devem fazer profilaxia para impedir a reativação do toxoplasma. O esquema é o mesmo, apenas com doses mais baixas.


Leia o texto original no site MD.Saúde: TOXOPLASMOSE | Sintomas, IgG e tratamento
 
Fonte deste texto:
 
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Doenças transmitidas pela água



                                                            
                                                                Leptospirose
A leptospirose é uma doença bacteriana, que afeta humanos e animais, causada pela bactéria do gênero Leptospira. É transmitida pela água e alimentos contaminados pela urinas de animais, principalmente o rato. É uma doença muito comum depois de enchentes, pois as pessoas andam sem proteção em águas contaminadas.
Em humanos a leptospirose causa uma vasta gama de sintomas, sendo que algumas pessoas infectadas podem não ter sintoma algum. Os sintomas da leptospirose incluem febre alta, dor de cabeça forte, calafrio, dor muscular e vômito. A doença também pode causar os seguintes sintomas: olhos e pele amarelada, olhos vermelhos, dor abdominal, diarréia e erupções na pele. Se a leptospirose não for tratada, o paciente pode sofrer danos nos rins, meningite (inflamação na membrana ao redor do cérebro e cordão espinhal), falha nos rins e problemas respiratórios. E raras ocasiões a leptospirose pode ser fatal. Muitos desses sintomas podem ser confundidos com outras doenças, de modo que a leptospirose é confirmada através de testes laboratoriais de sangue ou urina.



                                    Hepatite                                                          
É uma inflamação no fígado que pode ser provocada por vários tipos de vírus. Os sintomas são parecidos com os da gripe e há também icterícia (coloração amarelada da pele causada pelo depósito de uma substância produzida pelo fígado). A pessoa precisa ficar em repouso e seguir as orientações médicas.
Algumas formas de hepatite são transmitidas por água e alimentos contaminados por fezes (Tipo A e E). Outros tipos são transmitidos por transfusão de sangue (B, C) ou por relações sexuais.
Quem já teve hepatite não pode doar sangue, já que o vírus às vezes continua no organismo, mesmo que não haja sintomas da doença.







Esquistossomose
É também chamada Xistosa, ou doença do caramujo. Ela é provocada por um verme chamado esquistossomo. Os vermes vivem nas veias do intestino e podem provocar diarréia, emagrecimento, dores na barriga, que aumenta muito de volume (barriga-d'água), e problemas em vários órgãos do corpo.
Os ovos do esquitossomo saem junto com as fezes da pessoa contaminada. Se não houver fossa ou rede de esgotos, eles podem chegar a água doce (lagos, lagoas ou riachos, margens de rios, etc). Na água, os ovos dão origem a pequenas larvas (animais diferentes dos vermes adultos) chamados miracídios. As larvas penetram em um tipo de caramujo chamado planorbídeo. No interior do caramujo, elas se reproduzem e se transformam em outras larvas, as cercárias, que saem do caramujo e ficam nadando livres na água.
A cercária pode penetrar, através da pele, nas pessoas que usam a água de lagos, lagoas, riachos e outros locais para tomar banho, lavar roupa, trabalhar, pescar ou outras atividades.




Além de tratar o doente com medicamentos, é necessário instalar um sistema de esgotos para impedir que os ovos atinjam a água. As pessoas precisam também ter acesso a água de boa qualidade e ser informadas sobre as formas de transmissão da doença.
É preciso também combater o caramujo que transmite a esquistossomose com produtos químicos e com a criação de peixes que se alimentam do caramujo, como a tilápia, o tambaqui e o piau. Esses peixes podem ser consumidos pelas pessoas sem risco de contaminação.



                                   Cólera

A cólera é uma infecção causada pela bactéria Vibrio cholerae e se caracteriza por um severo quadro de diarreia aquosa, que pode levar rapidamente à grave desidratação.

A cólera também é transmitida pela via fecal-oral, podendo ser adquirida através da água e de alimentos contaminados. O Vibrio cholerae após ser ingerido, instala-se no intestino e passa a produzir uma toxina que ataca as células do intestino, levando a uma grave diarreia.

 Diarreia infecciosa

Além da cólera e da hepatite A, vários outros germes, incluindo bactérias, vírus e parasitas podem contaminar águas e causar diarreia através da via fecal-oral.
                    Água, mosquitos e doenças

Muitos mosquitos põem ovos na água parada. Dos ovos saem larvas, que depois se tornam mosquitos adultos.
Uma forma de combater as doenças transmitidas por mosquitos é justamente evitar o acúmulo de água parada em vasos de plantas, latas vazias, pneus velhos, garrafas, etc. Caixas-d'água, tanques e outros reservatórios devem ficar sempre tampados.

O que é dengue?
É uma virose transmitida por um tipo de mosquito (Aedes aegypti) que pica apenas durante o dia, ao contrário do mosquito comum (Culex), que pica de noite. A infecção pode ser causada por qualquer um dos quatro tipos (1, 2, 3 e 4) do vírus da dengue, que produzem as mesmas manifestações. Em geral, o início é súbito com febre alta, dor de cabeça e muita dor no corpo. É comum a sensação de intenso cansaço, a falta de apetite e, por vezes, náuseas e vômitos. Podem aparecer manchas vermelhas na pele, parecidas com as do sarampo ou da rubéola, e prurido (coceira) no corpo. Pode ocorrer, às vezes, algum tipo de sangramento (em geral no nariz ou nas gengivas). A dengue não é transmitida diretamente de uma pessoa para outra.

O que uma pessoa deve fazer se achar que está com dengue?
- Procurar um Serviço de Saúde logo no começo dos sintomas. Diversas doenças são muito parecidas com a dengue, e têm outro tipo de tratamento.
- Beber bastante líquido, evitando-se as bebidas com cafeína (café, chá preto). Não tomar remédios por conta própria, mesmo aqueles normalmente indicados para dor ou febre. Todos os medicamentos podem ter efeitos colaterais e alguns que podem até piorar a doença. A dengue não tem tratamento específico. Os medicamentos são empregados para atenuar as manifestações (dor, febre).
- Informar ao médico se estiver em uso de qualquer remédio. Alguns medicamentos utilizados no tratamento de outras doenças (Marevan®, Ticlid® etc.) podem aumentar o risco de sangramentos.
- Não tomar nenhum remédio para dor ou para febre que contenha ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Melhoral® etc.) - que pode aumentar o risco de sangramento.

Os antiinflamatórios (Voltaren®, Profenid ® etc) também não devem ser utilizados como antitérmicos pelo risco de efeitos colaterais, como hemorragia digestiva e reações alérgicas.

Os remédios que tem dipirona (Novalgina®, Dorflex®, Anador® etc.) devem ser evitados, pois podem diminuir a pressão ou, às vezes, causar manchas de pele parecidas com as da dengue.

O paracetamol (Dôrico®, Tylenol® etc), mais utilizado para tratar a dor e a febre na dengue, deve ser tomado rigorosamente nas doses e no intervalo prescritos pelo médico, uma vez que em doses muito altas pode causar lesão hepática.



Como é feito o diagnóstico de dengue?
O diagnóstico inicial de dengue é clínico (história + exame físico da pessoa) feito essencialmente por exclusão de outras doenças. Feito o diagnóstico clínico de dengue, alguns exames (hematócrito, contagem de plaquetas) podem trazer informações úteis quando analisados por um médico, mas não comprovam o diagnóstico, uma vez que também podem estar alterados em várias outras infecções. A comprovação do diagnóstico, se for desejada por algum motivo, pode ser feita através de sorologia (exame que detecta a presença de anticorpos contra o vírus da dengue), que começa a ficar reativa ("positiva") a partir do quarto dia de doença.


É necessário esperar o resultado de exames para iniciar o tratamento?
Não. Uma vez que, excluídas clinicamente outras doenças, a dengue passa a ser o diagnóstico mais provável, os resultados de exames (que podem demorar muito) não podem retardar o início do tratamento. O tratamento da dengue é feito, na maioria das vezes, com uma solução para reidratação oral (disponível nas Unidades de Saúde), que deve ser iniciada o mais rápido possível.

A comprovação do diagnóstico de dengue é útil para o tratamento da pessoa doente?
Não. A comprovação sorológica do diagnóstico de dengue poderá ser útil para outras finalidades (vigilância epidemiológica, estatísticas) e é um direito do doente, mas o resultado do exame comumente estará disponível apenas após a pessoa ter melhorado, o que o torna inútil para a condução do tratamento. O exame sorológico também não permite dizer qual o tipo de vírus que causou a infecção (o que é irrelevante) e nem se a dengue é "hemorrágica".

O que é dengue "hemorrágica"?
Dengue "hemorrágica" é a dengue mais grave. Apesar do nome, que é impreciso, o principal perigo da dengue "hemorrágica" não são os sangramentos, mas sim a pressão arterial muito baixa (choque). É importante saber que outras doenças, como a meningite meningocócica, podem ser muito parecidas com a dengue, embora a pessoa fique grave muito mais rápido (logo no primeiro ou segundo dia de doença). A dengue pode se tornar mais grave apenas quando a febre começa a diminuir. O período mais perigoso está nos três primeiros dias depois que a febre começa a desaparecer. Pode aparecer qualquer uma dessas alterações:

- dor no fígado (nas costelas, do lado direito)
- tonteiras, desmaios
- pele fria e pegajosa, suor frio
- sangramentos
- fezes escuras, parecidas com borra de café


O que fazer se aparecer qualquer um desses sintomas?
Procurar imediatamente o Centro Municipal de Saúde ou o Hospital mais próximo.

A dengue "hemorrágica" só ocorre em quem tem dengue pela segunda vez.
Não. A forma grave da dengue também pode ocorrer em quem tem a doença pela primeira vez.

A dengue "hemorrágica" é obrigatória em que tem a doença pela segunda vez?
Não. O risco é maior do que na primeira infecção, mas a imensa maioria das pessoas que têm a doença pela segunda ou terceira vez não apresenta a forma grave da dengue.

Quantas vezes uma pessoa pode ter dengue?
Até quatro vezes, pois existem quatro tipos diferentes do vírus da dengue (1, 2, 3 e 4). No Rio de Janeiro, até agora, existem os tipos 1, 2 e 3. Cada vez que a pessoa tem dengue por um tipo, fica permanentemente protegido contra novas infecções por aquele tipo. É por isso que só se pode ter dengue quatro vezes.

Quem teve dengue fica com alguma complicação?
Não. A recuperação costuma ser total. É comum que ocorra durante alguns dias uma sensação de cansaço, que desaparece completamente com o tempo.

Todo mundo que é picado pelo Aedes aegypti fica doente?
Não. Primeiro é preciso que o Aëdes esteja contaminado com o vírus da dengue. Além disso, cerca de metade das pessoas que são picadas pelo mosquito que tem o vírus não apresenta qualquer sintoma.
O que fazer para diminuir o risco de pegar dengue?
O Aedes aegypti é um mosquito doméstico, que vive dentro ou nas proximidades das habitações. O único modo possível de evitar ou reduzir a duração de uma epidemia e impedir a introdução de um novo tipo do vírus da dengue é a eliminação dos transmissores. Isso é muito importante porque, além da dengue, o Aedes aegypti também pode transmitir a febre amarela.

O "fumacê" é útil para matar os mosquitos adultos, mas não acaba com os ovos. Por isso, deve ser empregado apenas em períodos de epidemias com o objetivo de interromper rapidamente a transmissão. O mais importante é procurar acabar com os criadouros dos mosquitos. Qualquer coleção de água limpa e parada, inclusive em plantas que acumulam água (bromélias), pode servir de criadouro para o Aedes aegypti.


Fontes:

http://www.mdsaude.com/2012/01/doencas-da-agua.html

http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Agua/Agua11.php#d1


Quer pesquisar  e saber um pouco mais sobre as doenças citadas no texto? Acesse este blog.

http://temquesermillenium.blogspot.com.br/search/label/Doen%C3%A7as%20transmitidas%20pela%20%C3%A1gua
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Ciclo da água - Projeto para a educação infantil

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Dia da Mentira - 1º de abril



Qual a origem do  DIA DA MENTIRA?


Sexta-feira, dia típico para você se divertir, ainda mais pela data de hoje: primeiro de abril, “Dia da Mentira”, “Dia dos Bobos”, “April Fool´s Day” (no inglês) e “Pesce d´aprile” (no italiano). Por isso, podem se preparar que hoje veremos muita trollagem por aí!

A comemoração surgiu na França. Desde o início do século XVI, a passagem do ano era comemorada no dia 25 de março, período marcado pela chegada da primavera. As festas duravam até o dia primeiro de abril. Adotado o calendário gregoriano, foi determinado que o Ano Novo seria comemorado no dia primeiro de janeiro.
Alguns franceses mais rebeldes se recusaram a mudar e permaneceram seguindo o calendário passado. Os trolls de plantão começaram a tirar sarro da cara deles e a enviar presentinhos bem esquisitos, além de convites para festa falsas. As brincadeiras ficaram conhecidas como “plaisanteries”.
Em nosso país, a comemoração teve início em Minas Gerais, onde circulou um jornal chamado “A Mentira”, lançado em primeiro de abril de 1848, com a notícia de que Dom Pedro teria morrido – o que foi desmentido no dia seguinte. A última vez que o periódico deu as caras foi em 1849, quando notificaram que todos os credores pagassem as contas no dia da mentira, dando como referência um lugar falso.
Diz a lenda que quem não aceita brincadeiras típicas dessa data, sofre má sorte. Também, aquele que for enganado por uma moça bonita, pode ser recompensado se casando. Se levar um fora, pelo menos conquista a amizade dela.
Como essa data não acontece simultaneamente no mundo inteiro, por razões como o fuso horário, não tem como confiar na Internet. A qualquer momento podemos ser pegos de surpresa por muitas peças publicitárias e agências de notícias que soltam matérias falsas. Então tomem cuidado e trollem bastante com muito humor!
Fonte: http://blogs.pop.com.br/nerd-e-geek/dia-da-mentira-saiba-a-origem-desta-data/




Por que as pessoas brincam de mentir no dia 1º de Abril?

O hábito de brincar com essa data é universal e vem sendo difundido há séculos. A origem das brincadeiras com esse dia é desconhecida, mas existe uma versão de que começou no século 16, com a mudança para o calendário gregoriano, que trocou a comemoração do Ano Novo para 1º de janeiro (antes comemorado entre 25 de março e 1º de abril, o primeiro dia da primavera na Europa). Consta que a troca custou a ser assimilada e quem continuava comemorando na antiga data era chamado de "bobo de abril". Essas pessoas eram vítimas de "trotes" e para elas, em 1º de abril, se contavam as maiores mentiras.
Na Inglaterra, quem "cai em 1º de abril" é chamado de noodle (pateta);
Na Escócia, de april gowk (tolo de abril);
Nos Estados Unidos, de april fool (bobo de abril);
Na França, poisson d'avril (peixe de abril) quem "cai" nas brincadeiras do primeiro de abril é chamado de "peixe de abril". As explicações para o apelido são muitas e uma delas é a respeito dos peixinhos que aparecem em grande quantidade nos meses de abril, quando é início da primavera na França. São tantos peixes que fica fácil pegá-los com anzol. Então, as pessoas que são 'fáceis de pegar' no dia primeiro ficaram famosas por serem os peixes de abril.
Bem, o "Dia da Mentira" certamente é uma história que não começou na nossa cultura, mas nós herdamos...
 
Fonte:http://ler-com-prazer.blogspot.com.br/2011/03/dia-01-de-abril-dia-da-mentirapoesias.html
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Experiências sobre o ar



O ar realmente existe?
Experimento - 01

Abane o seu rosto com uma folha de papelão. Você sente algo, mas não pode vê-lo. O papelão não toca em você e não há nada a mais no momento em que você abana que não estivesse presente antes ou não esteja presente depois do movimento. Assim, o que você sentiu deve ser o ar.
Se você usar uma folha de papel de caderno, em lugar de papelão, observará certa dificuldade para se abanar, pois o papel irá dobrar (a menos que você se abane bem vagarosamente!). Isso mostra que o ar exerce certa resistência ao movimento de objetos mergulhados nele.


Como podemos mostrar que o ar ocupa espaço?
Experimento - 02



 
Encha um balão de ar. O ar preenche o espaço dentro do balão
 



Experimento - 03


Encha um béquer, até um pouco acima d a metade, com água. Coloque um pouco de corante na água. Coloque um tubo de ensaio com a abertura para baixo. A água não entra no tubo de ensaio porque o ar ocupa aquele espaço. Incline o tubo de modo que um pouco de ar saia. A água agora pode entrar, ocupando o espaço deixado pelo ar que saiu.






O ar possui peso?
Experimento - 04


Infle dois balões a um mesmo tamanho. Amarre cada bico com um fio, fazendo um laço. Prenda com uma fita adesiva, pelo lado inverso ao bico, a uma vareta - um balão em cada ponta. Suspenda a vareta pelo centro de modo que os dois balões fiquem equilibrados na horizontal. Um aluno pode segurar na frente da classe de modo que todos possam ver os balões equilibrados na 'balança'.

Desfaça o laço de um dos balões, deixando o ar sair. O balão inflado irá inclinar a vareta para baixo porque é mais pesado do que o balão sem ar.





O ar se expande quando aquecido?
Experimento - 05


Coloque uma bexiga/balão na boca de uma garrafa de vidro. Coloque a garrafa sobre o bico de Bunsen (ou da chama de uma lamparina a álcool). O balão irá inflar à medida em que o ar na garrafa se aquecer e vai se expandindo. (Um adulto deve executar este experimento com uma luva térmica. As crianças não devem se aproximar muito enquanto o recipiente estiver quente.)




O ar exerce pressão?
Experimento - 06


Ponha um livro sobre uma bexiga vazia. Encha a bexiga com ar (isso pode ser feito usando uma mangueirinha de borracha, látex ou plástica) e veja a elevação do livro.  Do mesmo modo, o ar no pneu suporta o peso do carro.




Experimento - 07

Pegue um galão de lata com tampa de rosca. Coloque um copo de água no galão. Ponha o galão destampado sobre o bico de Bunsen e deixe ferver por vários minutos. O vapor irá forçar o ar para fora do galão. Tire da chama e rosqueie a tampa logo em seguida. Deixe o galão resfriar e observe ele ficar amassado. À medida em que o vapor dentro do galão resfria e se condensa,
não haverá mais nada a exercer uma pressão do lado de dentro e a lata é amassada pela pressão do ar do lado de fora. (Um adulto deve executar este experimento com uma luva térmica. As crianças não devem se aproximar muito enquanto o recipiente estiver quente.)

 


 



Experimento - 08

Encha um frasco ou um copo de vidro com água. Coloque um cartão por sobre a boca (o cartão deve ser fino e apenas um pouco maior do que a boca do recipiente). Mantenha o cartão pressionado firmemente contra a boca, vire o recipiente de cabeça para baixo. Solte o cartão. Ele não cai mesmo que o peso da água pressione o cartão para baixo. A pressão do ar, que é de cerca de  1 kgf por cm2, é maior do que a pressão exercida pelo peso da água. O ar exerce forças de pressão em todas as direções. Recomenda-se fazer este experimento sobre uma pia ou uma bacia para o caso de ocorrer um acidente e a água cair.




Sifão também demonstra a pressão exercida pelo ar

Experimento - 09

Encha um béquer com água e coloque-o próximo à borda de uma mesa. Coloque um vidro vazio sobre uma cadeira logo abaixo. Encha uma mangueira de borracha de mais ou menos 60 cm de comprimento com água e, fechando com os polegares as extremidades, coloque as pontas dentro de cada recipiente. Solte as duas extremidades ao mesmo tempo e a água irá fluir mangueira acima a partir do béquer cheio de água e depois descerá para o vidro vazio. Esse aparente desafio às leis da gravidade é levado a cabo pela pressão do ar. À medida em que a água flui, por gravidade, do ponto mais alto da mangueira para o vidro vazio, um vácuo parcial é criado nesse ponto mais alto. A pressão do ar sobre a água no béquer mais alto força então a água em direção ao vazio criado. Pode-se usar esse princípio do sifão para se esvaziar um aquário ou para se retirar resíduos do fundo dele





O ar em movimento exerce uma menor pressão lateral?
Experiência - 10

Corte uma tira de papel de aproximadamente (3 x 20) cm e dobre uma orelha a 3 cm de uma das extremidades. Segure essa extremidade com a orelha voltada para baixo contra os seus lábios inferiores e assopre levemente. O papel irá se levantar porque o ar em movimento acima da tira exerce menos pressão do que o ar abaixo dela o qual está praticamente em repouso. A asa do avião não tem esse formato da tira de papel?





Há ar no solo?
Experiência - 11
Coloque um pouco de terra ou areia em um béquer. Cubra com água e observe a subida de bolhas.


Há ar na água?
Experiência - 12
Coloque um béquer com água sobre o bico de Bunsen e observe a subida das bolhas. (Não deixe que a água ferva.)
Ponha um béquer de água fria de torneira sobre a mesa e observe a formação gradual de bolhas do lado de dentro do béquer. Se não houvesse ar na água, os peixes morreriam.


Há água no ar?
Experiência - 13
Ponha cubos de gelo em um béquer com água e deixe-o em um lugar aquecido. Água irá se condensar, proveniente do ar, sobre a superfície externa do vidro. A água não pode atravessar o vidro, assim ela deve ter vindo mesmo do ar que estava ao redor do béquer.

Fonte: http://www.feiradeciencias.com.br/sala02/02_PC_01.asp

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Massinha - receita para fazer com os alunos




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Experiências sobre a água - para crianças





1) Flutua ou afunda?

Objetivo: investigar por que alguns objetos flutuam e outros, afundam.
Providencie um balde ou uma bacia e encha com água
Escolha objetos que possam ser colocados em contato com a água, como brinquedo de plástico ou talheres e copos (também de plástico). E separe em dois grupos, nomeando os que vão flutuar e os que vão afundar
No recipiente com água, verifique entre os objetos que flutuam aqueles que, quando submersos por completo, mesmo assim retornam à superfície (com isso, eles provam que são menos densos do que a água)
Compare agora os objetos que afundaram com os que flutuaram. E entenda que não é apenas o peso que interfere, mas também a forma de cada objeto e o volume de água que ele desloca quando em contato com a água que vai determinar se ele afundará ou flutuará




2) Como limpar a água?

Objetivo: conhecer processos em uso no tratamento (caso da filtração) e na obtenção de água potável
Em uma jarra com água, coloque um pouco de terra e folhas secas. Essa água vai representar a coletada de lagos e rios – a ideia é agir de modo a “limpar”essa água
Pegue uma garrafa PET de 2 litros e corte-a ao meio. Na parte do bico, coloque um chumaço de algodão por dentro da garrafa de modo a fechar o gargalo
Coloque, depois, algumas pedras pequenas sobre o algodão e cubra com areia
Despeje lentamente a água “suja” dentro da garrafa, fazendo-a passar pela areia. Por fim, compare a água antes e depois da ação do filtro.



3) Foguete de água

Objetivo: evidenciar a tensão superficial da água
Providencie uma bacia ou forma de pizza e encha com água
Recorte um pedaço de papel, com aproximadamente 5 x 2 cm, com o formato da figura abaixo
Coloque essa lâmina de papel sobre a água de maneira que fique flutuando na superfície
Pingue uma gota de detergente na abertura retangular e observe o que ocorre com o barco. Ele vai se mover porque a gota de detergente rompe a tensão superficial da água, movendo o que está na superfície.





4) Erosão

Objetivo: Relacionar a movimentação da água com o arrasto de solo
Em uma bandeja, monte uma amostra de solo de modo a criar camadas com a superfície de inclinação bem pronunciada
Corte uma garrafa PET de 2 litros ao meio e use a parte com bico como se fosse um funil
Faça um furo bem pequeno na tampa e coloque água dentro desse “funil”
Segure a metade da garrafa com o “funil”sobre a amostra de solo e deixe a água correr bem lentamente. Observe o que acontece por onde ela escorre – a água forma imediatamente “valetas”. A formação dessas “valetas” só vai ser controlada, se incluir sementes de grama a título de vegetação no experimento.




5) Dilatação anômala da água

Objetivo: Verificar a variação de volume de água, quando passa do estado líquido para o sólido
Encha uma garrafa PET de  600 ml com água de modo a não deixar espaço para o ar. Feche bem a tampa. Pegue, depois, outra garrafa PET de mesmo tamanho e feche bem a tampa – em seu interior, só haverá ar
Observe o formato das garrafas e deixe-as no congelador por algumas horas (ou seja, até a água em estado líquido ter se transformado em gelo)
Após o congelamento, observe outra vez as garrafas. O que ocorreu? Aquela só com ar pode até diminuir ligeiramente de tamanho, enquanto que a garrafa cheia de água vai ficar estufada, provando que a água resfriada aumenta de volume




6) Variação do volume de água e do gelo


Objetivo: Verificar se há variação do volume de água em estado líquido em um copo com gelo depois de ele ter derretido por completo
Coloque gelo em um copo transparente e acrescente água até o ponto que o gelo comece a flutuar, sem tocar no fundo do copo.
Marque, com caneta, a altura que a água em estado líquido atingiu no interior do copo
Observe o copo após algumas horas, quando o gelo tiver se derretido. O que terá acontecido com o nível da água em estado líquido? Nada, isso porque o gelo, ao flutuar, desloca uma quantidade de água que é equivalente ao seu peso




7) Relógio de água

Objetivo: também chamado clepsidra, funciona por gravidade. Um dos primeiros sistemas criados pelo homem para medir o tempo – data de 600 a.C
Corte ao meio uma garrafa PET de 2 litros. Fure a tampa com um prego, usando martelo
Pegue a metade da garrafa com a tampa (A) e coloque de cabeça para baixo dentro da outra metade da garrafa (B)
Encha o recipiente A com água de modo a que comece pingar na outra metade (B) Deixe escorrer por 30 minutos e marque, com caneta, a altura da água acumulada em B. Repita a operação a cada 30 minutos até a água acabar em A
Volte agora toda a água A. Quando o nível de água atingir a primeira marca de caneta, terão sido transcorridos 30 minutos; quando chegar na segunda marca, uma hora e assim por diante

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/blog/isto-da-certo/2011/03/21/7-experiencias-com-agua-para-fazer-em-casa/
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Como trabalhar com a tabuada - Paula Maria Jorge Peniche de Souza Coelho




Como trabalho a tabuada

Como iniciar o estudo das tabuadas? Ai, que sufoco!
É o que as professoras pensam e o que também pensei, lá longe, no antigamente.
Na época, o moderno era o “Método Natural” da Gilda Rizzo, Emilia Ferreiro era incipiente.

Bom, como todas, também tive dúvidas, mas eu e as colegas da escola onde lecionava em São Paulo, sentamos e criamos um jeito de tornar as coisas mais naturais e compreensíveis, menos agressivas, o relato que segue, de maneira rápida, mostra como trabalho o tema desde sempre e dá muito certo.

Não tenho pressa, começo com a tabuada do dois no início de abril e levo aproximadamente todo o mês só para ela, as seguintes vão mais depressa, e outra coisa, lembrando a idade dos pequenos, no 3º ano vou só até a do cinco, mas entrego-os muito bem preparados para darem continuidade no 4º ano às demais tabuadas.

1º passo - A nível oral.

Trabalho o significado da palavra “multiplicar” e “vezes” em Língua Portuguesa com busca ao dicionário e em exercícios variados para identificarem o sentido da repetição;

Em Ensino Religioso, trabalho a Parábola da Multiplicação dos Pães e Peixes (Mc 6, 30-44 = Lc. 9 10-17 = Jo 6 1-a 15) - Fazer a adequação da leitura para o nível de escolarização e melhor entendimento das crianças. Particularmente , gosto da linguagem do Evangelista Marcos, é mais fácil de transportá-la para os pequenos.

Faço a mesma coisa com a palavra vezes em LP e Ciências, busca em dicionário, pesquisa:

- Quantas vezes me alimento num dia?
- Quantas vezes escovo os dentes antes de ir à escola? E depois que volto de lá?
- Quantos banhos tomo em uma semana?

Durante a aula procuro situações para usar a palavra.
Batalho muito para tirar o som “veis”, friso bem a palavras vezes, ela é a chave, repetição.

Para esse trabalho reservo uma semana.

2º passo - Conceito de soma de parcelas iguais.

Na semana consecutiva trabalho adições com parcelas iguais faço-as até o 10, ficam maluquinhos com os cálculos enormes.

Monto o QVL com as casas da dezena e da unidade e as parcelas uma sobre a outra.

Questiono quantas vezes o número aparece em cada adição, brincamos e damos muita risada.

3º passo - A nível concreto

Explico a formação da tabuada do 2 com material concreto, usando papel craft, forminhas de doce grande (para queijadinha), feijões e cola.
Trabalhando na rodinha.

Nesse momento sem nomenclatura.

O número da frente (multiplicando) indica grupos e o número seguinte (multiplicador), indica a quantidade de elementos dentro do grupo.
Colamos para 2 x 1 duas forminhas com dois feijões em cada uma, na resposta colamos 4 feijões um ao lado do outro.

Assim vamos até o 10, sem usar nenhuma anotação grafada.
Deixo secar e penduro na parede o cartaz.

4º passo - A nível simbólico

Explico os sinais e desenhamos as sentenças matemáticas, para 2 x 1 (não uso ainda o sinal de igual a), ao lado desenhamos dois grupos com dois elementos em cada grupo.

Montamos a tabuada, sentença por sentença, sem o sinal de igual a e também sem o resultado, e, ao lado, desenhamos.

Ao lado do desenho escrevemos o resultado.
Faço muitos exercícios de desenhar a tabuada no caderno.

5º passo - Sistematização.

Na rodinha escrevemos a tabuada numa folha de craft, agora completa com números e sinais.

Colamos na parede para que possam consultar e a seguir no caderno.

Finalmente chegamos onde não tem mais jeito é decorar, mas com o uso e, sempre que possível, com consulta, não como no meu tempo de criança quando usávamos um livrinho com as tabuadas e a professora uma régua para dar na nossa cabeça quando errávamos o salteado.

   
Fonte: http://professoressolidarios.blogspot.com/


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Poesias - para crianças