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Experiências sobre o ar



O ar realmente existe?
Experimento - 01

Abane o seu rosto com uma folha de papelão. Você sente algo, mas não pode vê-lo. O papelão não toca em você e não há nada a mais no momento em que você abana que não estivesse presente antes ou não esteja presente depois do movimento. Assim, o que você sentiu deve ser o ar.
Se você usar uma folha de papel de caderno, em lugar de papelão, observará certa dificuldade para se abanar, pois o papel irá dobrar (a menos que você se abane bem vagarosamente!). Isso mostra que o ar exerce certa resistência ao movimento de objetos mergulhados nele.


Como podemos mostrar que o ar ocupa espaço?
Experimento - 02



 
Encha um balão de ar. O ar preenche o espaço dentro do balão
 



Experimento - 03


Encha um béquer, até um pouco acima d a metade, com água. Coloque um pouco de corante na água. Coloque um tubo de ensaio com a abertura para baixo. A água não entra no tubo de ensaio porque o ar ocupa aquele espaço. Incline o tubo de modo que um pouco de ar saia. A água agora pode entrar, ocupando o espaço deixado pelo ar que saiu.






O ar possui peso?
Experimento - 04


Infle dois balões a um mesmo tamanho. Amarre cada bico com um fio, fazendo um laço. Prenda com uma fita adesiva, pelo lado inverso ao bico, a uma vareta - um balão em cada ponta. Suspenda a vareta pelo centro de modo que os dois balões fiquem equilibrados na horizontal. Um aluno pode segurar na frente da classe de modo que todos possam ver os balões equilibrados na 'balança'.

Desfaça o laço de um dos balões, deixando o ar sair. O balão inflado irá inclinar a vareta para baixo porque é mais pesado do que o balão sem ar.





O ar se expande quando aquecido?
Experimento - 05


Coloque uma bexiga/balão na boca de uma garrafa de vidro. Coloque a garrafa sobre o bico de Bunsen (ou da chama de uma lamparina a álcool). O balão irá inflar à medida em que o ar na garrafa se aquecer e vai se expandindo. (Um adulto deve executar este experimento com uma luva térmica. As crianças não devem se aproximar muito enquanto o recipiente estiver quente.)




O ar exerce pressão?
Experimento - 06


Ponha um livro sobre uma bexiga vazia. Encha a bexiga com ar (isso pode ser feito usando uma mangueirinha de borracha, látex ou plástica) e veja a elevação do livro.  Do mesmo modo, o ar no pneu suporta o peso do carro.




Experimento - 07

Pegue um galão de lata com tampa de rosca. Coloque um copo de água no galão. Ponha o galão destampado sobre o bico de Bunsen e deixe ferver por vários minutos. O vapor irá forçar o ar para fora do galão. Tire da chama e rosqueie a tampa logo em seguida. Deixe o galão resfriar e observe ele ficar amassado. À medida em que o vapor dentro do galão resfria e se condensa,
não haverá mais nada a exercer uma pressão do lado de dentro e a lata é amassada pela pressão do ar do lado de fora. (Um adulto deve executar este experimento com uma luva térmica. As crianças não devem se aproximar muito enquanto o recipiente estiver quente.)

 


 



Experimento - 08

Encha um frasco ou um copo de vidro com água. Coloque um cartão por sobre a boca (o cartão deve ser fino e apenas um pouco maior do que a boca do recipiente). Mantenha o cartão pressionado firmemente contra a boca, vire o recipiente de cabeça para baixo. Solte o cartão. Ele não cai mesmo que o peso da água pressione o cartão para baixo. A pressão do ar, que é de cerca de  1 kgf por cm2, é maior do que a pressão exercida pelo peso da água. O ar exerce forças de pressão em todas as direções. Recomenda-se fazer este experimento sobre uma pia ou uma bacia para o caso de ocorrer um acidente e a água cair.




Sifão também demonstra a pressão exercida pelo ar

Experimento - 09

Encha um béquer com água e coloque-o próximo à borda de uma mesa. Coloque um vidro vazio sobre uma cadeira logo abaixo. Encha uma mangueira de borracha de mais ou menos 60 cm de comprimento com água e, fechando com os polegares as extremidades, coloque as pontas dentro de cada recipiente. Solte as duas extremidades ao mesmo tempo e a água irá fluir mangueira acima a partir do béquer cheio de água e depois descerá para o vidro vazio. Esse aparente desafio às leis da gravidade é levado a cabo pela pressão do ar. À medida em que a água flui, por gravidade, do ponto mais alto da mangueira para o vidro vazio, um vácuo parcial é criado nesse ponto mais alto. A pressão do ar sobre a água no béquer mais alto força então a água em direção ao vazio criado. Pode-se usar esse princípio do sifão para se esvaziar um aquário ou para se retirar resíduos do fundo dele





O ar em movimento exerce uma menor pressão lateral?
Experiência - 10

Corte uma tira de papel de aproximadamente (3 x 20) cm e dobre uma orelha a 3 cm de uma das extremidades. Segure essa extremidade com a orelha voltada para baixo contra os seus lábios inferiores e assopre levemente. O papel irá se levantar porque o ar em movimento acima da tira exerce menos pressão do que o ar abaixo dela o qual está praticamente em repouso. A asa do avião não tem esse formato da tira de papel?





Há ar no solo?
Experiência - 11
Coloque um pouco de terra ou areia em um béquer. Cubra com água e observe a subida de bolhas.


Há ar na água?
Experiência - 12
Coloque um béquer com água sobre o bico de Bunsen e observe a subida das bolhas. (Não deixe que a água ferva.)
Ponha um béquer de água fria de torneira sobre a mesa e observe a formação gradual de bolhas do lado de dentro do béquer. Se não houvesse ar na água, os peixes morreriam.


Há água no ar?
Experiência - 13
Ponha cubos de gelo em um béquer com água e deixe-o em um lugar aquecido. Água irá se condensar, proveniente do ar, sobre a superfície externa do vidro. A água não pode atravessar o vidro, assim ela deve ter vindo mesmo do ar que estava ao redor do béquer.

Fonte: http://www.feiradeciencias.com.br/sala02/02_PC_01.asp

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Massinha - receita para fazer com os alunos




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Experiências sobre a água - para crianças





1) Flutua ou afunda?

Objetivo: investigar por que alguns objetos flutuam e outros, afundam.
Providencie um balde ou uma bacia e encha com água
Escolha objetos que possam ser colocados em contato com a água, como brinquedo de plástico ou talheres e copos (também de plástico). E separe em dois grupos, nomeando os que vão flutuar e os que vão afundar
No recipiente com água, verifique entre os objetos que flutuam aqueles que, quando submersos por completo, mesmo assim retornam à superfície (com isso, eles provam que são menos densos do que a água)
Compare agora os objetos que afundaram com os que flutuaram. E entenda que não é apenas o peso que interfere, mas também a forma de cada objeto e o volume de água que ele desloca quando em contato com a água que vai determinar se ele afundará ou flutuará




2) Como limpar a água?

Objetivo: conhecer processos em uso no tratamento (caso da filtração) e na obtenção de água potável
Em uma jarra com água, coloque um pouco de terra e folhas secas. Essa água vai representar a coletada de lagos e rios – a ideia é agir de modo a “limpar”essa água
Pegue uma garrafa PET de 2 litros e corte-a ao meio. Na parte do bico, coloque um chumaço de algodão por dentro da garrafa de modo a fechar o gargalo
Coloque, depois, algumas pedras pequenas sobre o algodão e cubra com areia
Despeje lentamente a água “suja” dentro da garrafa, fazendo-a passar pela areia. Por fim, compare a água antes e depois da ação do filtro.



3) Foguete de água

Objetivo: evidenciar a tensão superficial da água
Providencie uma bacia ou forma de pizza e encha com água
Recorte um pedaço de papel, com aproximadamente 5 x 2 cm, com o formato da figura abaixo
Coloque essa lâmina de papel sobre a água de maneira que fique flutuando na superfície
Pingue uma gota de detergente na abertura retangular e observe o que ocorre com o barco. Ele vai se mover porque a gota de detergente rompe a tensão superficial da água, movendo o que está na superfície.





4) Erosão

Objetivo: Relacionar a movimentação da água com o arrasto de solo
Em uma bandeja, monte uma amostra de solo de modo a criar camadas com a superfície de inclinação bem pronunciada
Corte uma garrafa PET de 2 litros ao meio e use a parte com bico como se fosse um funil
Faça um furo bem pequeno na tampa e coloque água dentro desse “funil”
Segure a metade da garrafa com o “funil”sobre a amostra de solo e deixe a água correr bem lentamente. Observe o que acontece por onde ela escorre – a água forma imediatamente “valetas”. A formação dessas “valetas” só vai ser controlada, se incluir sementes de grama a título de vegetação no experimento.




5) Dilatação anômala da água

Objetivo: Verificar a variação de volume de água, quando passa do estado líquido para o sólido
Encha uma garrafa PET de  600 ml com água de modo a não deixar espaço para o ar. Feche bem a tampa. Pegue, depois, outra garrafa PET de mesmo tamanho e feche bem a tampa – em seu interior, só haverá ar
Observe o formato das garrafas e deixe-as no congelador por algumas horas (ou seja, até a água em estado líquido ter se transformado em gelo)
Após o congelamento, observe outra vez as garrafas. O que ocorreu? Aquela só com ar pode até diminuir ligeiramente de tamanho, enquanto que a garrafa cheia de água vai ficar estufada, provando que a água resfriada aumenta de volume




6) Variação do volume de água e do gelo


Objetivo: Verificar se há variação do volume de água em estado líquido em um copo com gelo depois de ele ter derretido por completo
Coloque gelo em um copo transparente e acrescente água até o ponto que o gelo comece a flutuar, sem tocar no fundo do copo.
Marque, com caneta, a altura que a água em estado líquido atingiu no interior do copo
Observe o copo após algumas horas, quando o gelo tiver se derretido. O que terá acontecido com o nível da água em estado líquido? Nada, isso porque o gelo, ao flutuar, desloca uma quantidade de água que é equivalente ao seu peso




7) Relógio de água

Objetivo: também chamado clepsidra, funciona por gravidade. Um dos primeiros sistemas criados pelo homem para medir o tempo – data de 600 a.C
Corte ao meio uma garrafa PET de 2 litros. Fure a tampa com um prego, usando martelo
Pegue a metade da garrafa com a tampa (A) e coloque de cabeça para baixo dentro da outra metade da garrafa (B)
Encha o recipiente A com água de modo a que comece pingar na outra metade (B) Deixe escorrer por 30 minutos e marque, com caneta, a altura da água acumulada em B. Repita a operação a cada 30 minutos até a água acabar em A
Volte agora toda a água A. Quando o nível de água atingir a primeira marca de caneta, terão sido transcorridos 30 minutos; quando chegar na segunda marca, uma hora e assim por diante

Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/blog/isto-da-certo/2011/03/21/7-experiencias-com-agua-para-fazer-em-casa/
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Como trabalhar com a tabuada - Paula Maria Jorge Peniche de Souza Coelho




Como trabalho a tabuada

Como iniciar o estudo das tabuadas? Ai, que sufoco!
É o que as professoras pensam e o que também pensei, lá longe, no antigamente.
Na época, o moderno era o “Método Natural” da Gilda Rizzo, Emilia Ferreiro era incipiente.

Bom, como todas, também tive dúvidas, mas eu e as colegas da escola onde lecionava em São Paulo, sentamos e criamos um jeito de tornar as coisas mais naturais e compreensíveis, menos agressivas, o relato que segue, de maneira rápida, mostra como trabalho o tema desde sempre e dá muito certo.

Não tenho pressa, começo com a tabuada do dois no início de abril e levo aproximadamente todo o mês só para ela, as seguintes vão mais depressa, e outra coisa, lembrando a idade dos pequenos, no 3º ano vou só até a do cinco, mas entrego-os muito bem preparados para darem continuidade no 4º ano às demais tabuadas.

1º passo - A nível oral.

Trabalho o significado da palavra “multiplicar” e “vezes” em Língua Portuguesa com busca ao dicionário e em exercícios variados para identificarem o sentido da repetição;

Em Ensino Religioso, trabalho a Parábola da Multiplicação dos Pães e Peixes (Mc 6, 30-44 = Lc. 9 10-17 = Jo 6 1-a 15) - Fazer a adequação da leitura para o nível de escolarização e melhor entendimento das crianças. Particularmente , gosto da linguagem do Evangelista Marcos, é mais fácil de transportá-la para os pequenos.

Faço a mesma coisa com a palavra vezes em LP e Ciências, busca em dicionário, pesquisa:

- Quantas vezes me alimento num dia?
- Quantas vezes escovo os dentes antes de ir à escola? E depois que volto de lá?
- Quantos banhos tomo em uma semana?

Durante a aula procuro situações para usar a palavra.
Batalho muito para tirar o som “veis”, friso bem a palavras vezes, ela é a chave, repetição.

Para esse trabalho reservo uma semana.

2º passo - Conceito de soma de parcelas iguais.

Na semana consecutiva trabalho adições com parcelas iguais faço-as até o 10, ficam maluquinhos com os cálculos enormes.

Monto o QVL com as casas da dezena e da unidade e as parcelas uma sobre a outra.

Questiono quantas vezes o número aparece em cada adição, brincamos e damos muita risada.

3º passo - A nível concreto

Explico a formação da tabuada do 2 com material concreto, usando papel craft, forminhas de doce grande (para queijadinha), feijões e cola.
Trabalhando na rodinha.

Nesse momento sem nomenclatura.

O número da frente (multiplicando) indica grupos e o número seguinte (multiplicador), indica a quantidade de elementos dentro do grupo.
Colamos para 2 x 1 duas forminhas com dois feijões em cada uma, na resposta colamos 4 feijões um ao lado do outro.

Assim vamos até o 10, sem usar nenhuma anotação grafada.
Deixo secar e penduro na parede o cartaz.

4º passo - A nível simbólico

Explico os sinais e desenhamos as sentenças matemáticas, para 2 x 1 (não uso ainda o sinal de igual a), ao lado desenhamos dois grupos com dois elementos em cada grupo.

Montamos a tabuada, sentença por sentença, sem o sinal de igual a e também sem o resultado, e, ao lado, desenhamos.

Ao lado do desenho escrevemos o resultado.
Faço muitos exercícios de desenhar a tabuada no caderno.

5º passo - Sistematização.

Na rodinha escrevemos a tabuada numa folha de craft, agora completa com números e sinais.

Colamos na parede para que possam consultar e a seguir no caderno.

Finalmente chegamos onde não tem mais jeito é decorar, mas com o uso e, sempre que possível, com consulta, não como no meu tempo de criança quando usávamos um livrinho com as tabuadas e a professora uma régua para dar na nossa cabeça quando errávamos o salteado.

   
Fonte: http://professoressolidarios.blogspot.com/


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Poesias - para crianças











































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Cultura pela Paz





                 

Respeitar a vida e a diversidade, rejeitar a violência, ouvir o outro para compreendê-lo, preservar o planeta, redescobrir a solidariedade, buscar equilíbrio nas relações de gênero e étnicas, fortalecer a democracia e os direitos humanos. Tudo isso faz parte da Cultura de Paz e Convivência.
Mas é importante ressaltar que a Cultura de Paz não significa a ausência de conflitos, mas sim a busca por solucioná-los através do diálogo, do entendimento e do respeito a diferença. A Cultura de Paz possui valores que pretendem humanizar a humanidade, em que o SER é maior do que o TER. Os movimentos de Cultura de Paz têm por fontes inspiradoras o Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-violência, projetado pelos ganhadores do prêmio Nobel da Paz , outros documentos internacionais (Haia, Declaração Universal dos Direitos Humanos, documentos da Unesco, Carta das Responsabilidades Humanas, Carta das Responsabilidade dos Artistas).
Toda e qualquer ação cultural que seja fundamentada em uma atitude de compreensão é, em si mesma, um exercício de aceitação da diversidade cultural. Por isso, a disseminação dos valores da Cultura de Paz é imprescindível para que a sociedade possa construir um novo paradigma de desenvolvimento. A Cultura de Paz é a alma do reencantamento do mundo, sem ela não haverá mudanças substanciais, equilíbrio planetário e mundos poeticamente habitáveis.

Fonte /  texto: http://convivenciaepaz.org.br/cultura-de-paz/